sexta-feira, outubro 06, 2006

sem tempo ou paciência...

desabafo. como se o cérebro estivesse parado e as ligações se desenvolvessem a uma velocidade estonteantemente lenta. acto de processar, idêntico ao de um computador infectado que alterna o seu comportamento entre medidas de tempo que parecem não reconhecer o 'segundo' como medida adoptada de 'menor'.
a arte e a não convencionalidade corre por entre as veias e esconde-se nos poros com medo de sair de explorar o mundo. a pincelada de cor que urge ser efectuada, teme a precisão instantânea de um erro capaz de colapsar o pensamento. congelado sem uma corrente electrica forte o suficiente para gerar energia ao crescimento inerente de um fio de cabelo.
os olhos abertos prescrutam uma penumbra esbranquiçada de névoa matinal constante, e semicerrados absorvem o cansaço que paira nos transporte públicos e mesas de café perdidas numa cidade que se esquece de viver e sobrevive nos seus recantos escurecidos quando a luz do dia perdura e os passos ouvem-se lentos numa cadência que assusta os cavalos de séculos passados.
explorada sem limites quando a consciência não existia, dominava o corpo e a mente flutuava sã em ruas desconhecidas e ansiosas por serem descobertas, mãos que escreviam palavras conduzidas por meadas de pensamentos. hoje fios, apenas fios soltos, que existiram ao longe quando olhamos para trás.
devaneios sem conteúdo, mas fiéis à letargia instalada que se proclama vencedora do século.

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