segunda-feira, dezembro 11, 2006

the opening

Os minutos contam-se ao contrário,
os corpos despem-se deles mesmos
encontram roupas,
pós, maquilhagens, adereços
a música ouve-se ao fundo
as luzes são testadas
os passos são nervosos
de quem se prepara
de quem viu e vê pela primeira vez
as vozes sobem
o desconforto infiltra-se
o silêncio entra silenciosamente
pela porta do fundo
o calor humano existe em stand-by
as portas abrem
o barulho ocupa as cadeiras
as conversas de bolso guardadas
o black-out
começa, é a estreia!

horas mais tarde
os aplausos ressoam
como um eco
de um passado próximo
os olhos cansados
de vinho e fumo
sorriem numa memória
que não deixa o sono
penetrar
o dia acaba
e cada um
no escuro de um quarto
adormece num sonho
do que foi,
do que não vai voltar a ser...

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