sexta-feira, junho 29, 2007

o verão já começou

e entretanto passou o s.joão... uma festa que é uma tradição...

... e ontem foi um aniversário.

as lojas começam a entrar em promoções... o porto começa a ficar despido de pessoas comuns

tudo é mais lento. tudo. tudo. tudo. sem tempo
o tempo come-me-se e desaparece
por entre o sono e pernas despidas
tudo se esvai nas horas que passam
a correm passam malogradas horas
de molho se fica, perdido, e mais
um café, um cigarro, um sorriso.

quarta-feira, junho 20, 2007

cinzas


não tenho muito a dizer sobre o trabalho que actualmente estou a fazer na escola. tudo aquilo que eu possa aqui dizer são palavras abjectas que já me fizeram sofrer o suficiente durante as últimas semanas. entretanto tentei divertir-me com isto. não consegui. tentei de novo... e o resto fica guardado.

terça-feira, junho 19, 2007

photo shoot #1


sábado, junho 16, 2007

novas aquisições


- "O Barbeiro" (The Man Who Wasn't There) - Joel and Ethan Cohen

- "A Comunidade" (La Comunidad) - Álex de la Iglesia


photo shoot

quarta-feira, junho 13, 2007

very dolce...



ver também.

dias de espanha

Estrella Morente (Porto)

TELEFONE 220120200
LOCAL Porto,
Casa da Música - Pç. Mouzinho de Albuquerque
HORARIOS Dia 29-06-2007Sexta às 22h00
PREÇO 5€.
OBSERVAÇÕES Na Praça. Dias de Espanha.

fica o link do original "Volver" de Carlos Gardel, para ver no YouTube

terça-feira, junho 12, 2007

teaser

relativo ao primeiro post de hoje

: under construction

keep singing...


não descobri só agora... foi nos inicios da minha vida adulta quando ouvi o cd da banda sonora do filme "Moulin Rouge"... Na altura era desconhecido, para mim, mas é impossível resistir a voz. E o novo album é genial. Uma voz que encanta como faziam as estrelas do cinema a preto e branco, das vozes que existem apenas na nossa memória em gravações feitas ainda em vinil, fora do nosso tempo, mas que nos continuam a fazer sonhar...


Especialmente o single "Going to a Town", que me tira do sério. A música e videoclip!


o amor é lindo



imagem (do casal), promocional de :
Abalar, 2004, 3’, Ficção, Super 8 (passado a 35mm), com Fernando
Carrilho e Joaquim Mendes. Produção Filmes do Monte
1º Prémio no Festival de Super 8 (Fórum Lisboa); exibição
no programa televisivo Onda Curta, RTP2.

plágio?! não... inspiração!

"E “Um para o caminho”… não é assim que se costuma dizer? (bebe)
C É mas costuma ser com uísque!
A Significa que é o fim?
E O que é que é o fim?
C Sim, significa que é o fim… “Um para o Caminho” é quando alguém se vai embora. E bebe o último copo, a última golada… para o caminho… Assim, numa forma de despedida.
E E é mesmo isso.
A Então não ficas mais connosco?
E Não… Acho que vou voltar.
A Voltar?
E Sim. Tenho pena. E não se pode fazer as coisas assim, esquecer tudo e seguir em frente. Nunca nos esquecemos."


não, não é Harold Pinter. Mas há qualquer coisa... A inspiração tem de vir de algum lado!

sábado, junho 09, 2007

não é domingo.


sexta-feira, junho 08, 2007

em trabalho

hoje vou estar em Penafiel (ver sempalco.blogspot.com).... contar histórias, um exercicio de teatro. O problema é que não está nada preparado, vai ser improvisado... mais ou menos. só espero que corra tudo bem...
hoje é um dia estranho. o tempo está chuvoso. o calor continua... um pouco ambíguo, como eu estou nestes últimos tempos...

quinta-feira, junho 07, 2007

passou uma semana...

Há uma semana atrás fui a Serralves, ao evento "40 horas non stop", ainda não descobri se são ou não 40 horas efectivamente...
Este ano a programação centrava-se essencialmente no público alvo que eram as familias e as crianças que as acompanhavam, bastantes peças de teatro infantis (mais ou menos) mas que agradavam qb. tanto a adultos como a graúdos. Tive a oportunidade de ver a exposição patente no Museu de Serralves, não houve no entanto nada que fosse de facto espectacular, e que valha a pena salientar. Dos eventos que decorreram no espaço aberto dos jardins de serralves, por diferentes percursos, gostei especialmente da intervenção feita pelo NEC (nucleo de experimentação coreográfica) feita no âmbito de um conjunto de performances, cujo conjunto se designava por "A Arte de se Perder na Multidão...", um conceito que promovia diferentes happenings de assinaturas várias que aconteciam de forma subtil, e que se destacavam pela simplicidade e por cumprir com os objectivos. Especificamente gostei da performance interactiva do Victor Hugo Pontes, voyeur, e da performance do coreógrafo Andreas Dyrdal. Ambas impactantes nos momentos em que aconteciam, mas que sobreviviam escondidas do olhar das massas de pessoas que circulavam despreocupadamente na tarde de Sábado (2 de Junho). A noite foi um conjunto de boas (nem todas) surpresas. Com a vizualização de um filme françês "Valparaíso" acerca do Chile, e os concertos no prado, o primeiro preenchido de um revivalismo dos anos 90, o segundo um flop de um desconhecido conceituado DJ que está em vogue e finalmente om som de kuduro progressivo que acabou por animar a noite até o céu começar a ganhar novamente a cor de que todos gostamos. Seguem-se algumas fotos desse dia solitário e inesperado.











terça-feira, junho 05, 2007

+ pessoal do que polémico


14 de Junho'07

Luto da Invicta
passem pela Praça D. João I, em frente ao Rivoli
"O espectáculo que encerrará o XXX FITEI começará na Avenida dos Aliados e não na Praça D. João I, conforme inicialmente previsto. A alteração do percurso do espectáculo de rua fica a dever-se à colocação de material de publicidade exterior naquela praça a um outro espectáculo que se irá realizar em breve no Rivoli Teatro Municipal."
in newsletter FITEI 2007
rectificação da data. em 7/06/2007

sexta-feira, junho 01, 2007

um cristo...

"Stabat Mater".


Intitula-se assim o texto de Antonio Tarantino (edições cotovia), e inititula-se assim a peça dos Artistas Unidos, inicialmente levada a cena em Lisboa no Convento das Mónicas, e que subiu ontem ao palco no Teatro Nacional São João, no âmbito do Festival Internacional de Expressão Ibérica. Numa encenação de Jorge Silva Melo, a actriz Maria João Luís encarna a personagem de Maria uma mulher de baixa condição que enfrenta o desespero de uma mãe que tem kum filho que vai parar à cadeia. A história dos nossos dias desse dia sangrento que foi a crucificação de Jesus Cristo, aqui transportado para um bairro lisboeta e que pode muito bem ser qualquer bairro, qualquer guetto, em qualquer país do Mundo. Este mesmo mundo que não permite que a inteligência exista entre os pobres, os sem sorte, aqueles que o destino não bafejou com a sorte de tantos outros que comandam e governam o mundo.

Num plano mais intelectual temos um texto que aborda a problemática social existente entre as "gentes" de classe baixa, e os seus problemas, as suas angústias, os seus desesperos, os seus desabafos, os seus gritos de lamentação, o choro, a angústia, o desespero, é-nos tudo descrito num monólogo dramatúrgicamente (mais que) bem conseguido, conduzindo o público por uma história facilmente reconhecivel das passagens da biblia, e inteligentemente transformada para o dia-a-dia destas pessoas que conhecemos e vemos, mas que não nos atrevemos sequer a pensar na maneira como vivem, "o sacrifico que é uma mãe solteira criar um filho com uma cabeça assim...deste tamanho...".

A encenação de um dos nomes mais conceituados no mundo do Teatro, com a força de uma actriz que enfrenta um público inteiro sem nunca deixar cair o ritmo, sem nunca haver sequer a vontade de questionar o cenário (na minha opinião, perfeitamente dispensável), ou as luzes. Só ela, a personagem dela, Maria, que sobe ao palco e nos mostra a paixão de uma mãe pelo seu filho, os problemas que teve de enfrentar para o criar sozinha - com todo o panorama já tão conhecido português relativamente às pensões de alimentação, ajudas de custo, e toda a burocracia inerente e mais o desprezo a que são submetidos todos esses que recorrem ao serviço público português para tentarem melhorar as suas vidas (mas o mesmo se passa noutros países concerteza) - uma mulher do povo, vestida como tal, entre as cadeiras de uma igreja, uma mesquita, uma sinagoga, um convento, entre as paredes da casa de Deus (seja ele qual for) insurgindo-se contra aquele que a engravidou, e contra todos os que lhe recusam dar-lhe uma mão, uma ajuda, até mesmo nós o público.

Uma interpretação formidável da actriz que, durante noventa minutos, é o objecto do nosso olhar, da nossa análise. "E as coisas que ela diz...ai meu Deus!" Torna-se impossível não olhar, não escutar, não perscrutar esta mulher que despojada de tudo, se mostra a nós, qual santa se mostra aos crentes.

Somos todos um bando de mal-feitores. E ele foi preso. Torturado e morto. No passado, hoje e sempre.

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