segunda-feira, julho 30, 2007

faces





is it hot?

faz imenso calor... e instala-se no corpo um sangue espesso que percorre lentamente o seu caminho
encontra o fim e volta pesado, grosso, para o centro onde se refaz
onde encontra o ar,
onde respira por entre a viscosidade dos batimentos cardíacos
a água escassa, evapora-se
fico seco, e abro fendas no meu corpo
fendas gretadas por entre os dedos que desenham tarefas impostas
tarefas inantígiveis devido ao calor imenso
bafiento, como num deserto de fogueiras que ardem sem parar
fornecendo isto a que chamam verão.
isto que dizem ser o sorriso do homem
um sol cancerígeno que queima centímetros invísiveis do corpo.
repito-me e volto a repetir
nas horas que escrevo
que digo que passam
cada vez
mais curtas. mais curtas do que antes.

quarta-feira, julho 25, 2007

uma mulher: MA!

adorei... o vazio, a falta de argumento, o anti-clímax, etc, etc, etc...e tudo mais que se pode ler em muitas críticas feitas aquando do lançamento deste filme...não é que tenham sido feitas de forma irracional mas neste caso, na minha opinião, não são tão importantes como parecem.
é um filme diferente, aborda a vida de uma mulher sem recorrer a clichés de qualquer género, uma mulher que foi obrigada a crescer, como eram todos naquele tempo e que lidou com o mundo da maneira que soube.
Sofia Coppola soube mostrar isso, com um toque divertido, corres berrantes e um ambiente rocócó "à maneira" e Kirsten Dunst não precisa de palavras... once beautiful...beautiful forever.
ainda bem que consegui ir ver o filme ao cinema passado todo este tempo.

quinta-feira, julho 19, 2007

boa sorte...

quarta-feira, julho 18, 2007

drama box

Não é recente... mas a Mísia faz questão de trazer toda a internacionalidade que lhe é inerente e que faz dela aquilo que ela é para o álbum - drama box - onde, para além da variedade de temas que passam pelo tango, fado e boleros, surgem vozes de grandes mulheres do cinema e do showbiz que declamam nos seus idiomas o poema "Fogo Preso" de Vasco Graça Moura.
Mísia produz o seu álbum numa pequena caixa que reaviva a própria diva que ela afirma ser. Drama Box acima de tudo, acima de ser um conjunto de canções que lhe cabem como as luvas que ela traz consigo na capa do cd, é um bom-bom em tons de rosa fuccia que se agarra aos olhos antes de se entranhar nos ouvidos.
Maria de Medeiros, Ute Lemper, Fanny Ardant, Carmen Maura e Miranda Richardson colaboram com a cantora portuguesa, nascida no Porto, mas uma eterna alma do mundo... desse mundo que existe atrás das cortinas do palco... por detrás dos óculos escuros e véus de expensive tule...

A pequena portuguesa parisiense filha de uma bailarina clássica espanhola, é uma incógnita que emerge da escuridão glamourosa em que vive para se mostrar um pouco mais ao mundo.


"E se a morte me despisse... E eu não me sentisse nua" - «E se a Morte me Despisse» Natália Correia

segunda-feira, julho 16, 2007

to be or not to be

Ontem na sic noticias passou um documentário acerca de um Homem, que era um Homem quando nasceu... Aconselhado por um psicólogo acerca de uma fantasia pessoal, mudou de sexo para ser uma mulher, integralmente uma mulher. fê-lo. Samantha era o nome dela, que deixou a mulher os filhos para seguir aquilo que achava que seria o seu destino, aquilo que realmente queria ser, até se aperceber que afinal não era nada daquilo e voltou a ser um Homem... de novo o Charles, o antigo Charles, tanto quanto possível... Reverter a acção das hormonas e das operações com mais do mesmo. A reconstrução do pénis era o passo final das cirurgias e tratamentos médicos para ser o mais próximo do Homem que era... Processou o psicólogo pelo conselho que, nas suas próprias palavras, destruiram a sua vida.
A questão do transgender, é algo bastante peculiar e especifico... Não é tão levianamente que se aconselha alguém a alterar radicalmente a sua vida, mudando inclusivé de sexo.
Foi uma história bastante forte, num documentário que nos mostra acima de tudo um ser humano, uma vida onde não há certos nem errados, mas onde se deve ponderar sobre aquilo que se quer do futuro, e aquilo que ele nos reserva. Um ser humano que deixou de ser aquilo que era, projectou-se fisicamente numa imagem que não lhe correspondia e que no final quis voltar ao inicio... O problema é que não se volta ao inicio... Transforma-se continuamente, perdendo a identidade e fechando-se nele próprio. Num androgenismo que não é assim tanto, num sexo indefinido e para sempre a mesma dúvida. Charles ou Samantha?

domingo, julho 15, 2007

instantes memoráveis!

O porto acordou com chuva. Nada de estranho, execpto o facto de ser Julho!
Um domingo frio, chuvoso, cinzento no meio de Julho... enfim, não bastava já o facto de ser Domingo!

quinta-feira, julho 12, 2007

always...the hours

Uma adaptação ao cinema de uma obra literária é sempre um risco que se corre, e quando se tenta fazer o mesmo ao teatro, corre-se um risco ainda maior.
Agora, quando se tenta colar o cinema ao teatro é um risco exagerado, principalmente um filme tão conhecido e que é impossivel de esquecer.
Na peça "Reflexos" (em cena no Estúdio Zero até 15 Julho, pelos alunos do 4º ano de Estudos Teatrais, da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo) há uma tentativa redondamente falhada de conseguir transpôr o livro e o filme para cena.
Acima de tudo trata-se de uma encenação sem interesse que coloca os actores em cena desprotegidos e onde cada um parece carregar o seu monólogo pessoal, interrompido apenas para dar lugar a um outro monólogo. A peça desenrola-se como as cenas do filme, e parece que nem o livro foi tomado em conta. Ansiamos a proximidade do final e isso acontece porque conhecemos o filme. Quem não conhece o filme ou livro, senta-se e observa uma panóplia de palavras ditas em tom sempre coloquial, estranhamente colocada a voz, e distante pode ou não tentar perceber o fio condutor da história.
Os figurinos não se adequam minimamente e um cenário (um jogo com estruturas de espelhos) cuja utilização serve apenas para distrair (actores e público).
Os actores procuram atingir uma veracidade que é instantaneamente conseguida quando uma criança entra em palco e se põe a brincar dístraidamente com as pedras, sempre atento ao sinal da música que lhe indica que é altura de ir para a marcação seguinte.
Numa cidade que já foi Invicta parece que o tempo parou e as mentes ficaram estagnadas numa letargia onde nada acontece, e durante todo o tempo que no Estúdio Zero as pessoas estiveram sentadas nada aconteceu. Foram ...as horas... que passei lá.

sexta-feira, julho 06, 2007

kidman+james bond+sugar rös

are dreams true?

será que lutamos tanto por aquilo que queremos e na realidade aquilo que queremos não é que nos estava destinado para fazer? ultimamente tenho-me debatido com esta questão... é a sensação do "aquário", quando estamos nuaminércia total e parece que não agimos e ficamos apenas a observar o mundo a andar, a continuar a andar. e não é que não se queira fazer nada, é apenas e passividade inerente ao facto de não acontecer nada.

summer lovin...

chegou o verão..um pouco fora de tempo, mas sempre a tempo! e com o calor... os dias na praia, o sol a brilhar, e um sem fim de inutilidades que se propagam aleatoriamente pelas sociedades que vivem no mesmo hemisfério que o nosso. (acho que tem alguma coisa a ver com isso...)

sabe bem o calor... fechado no teatro que tem ar condicionado! mas já acaba! é no domingo, a desmontagem.

segunda-feira, julho 02, 2007

fim de semana

hoje começa uma nova semana. neste caso, uma semana diferente, de espectáculo.

fica uma memória agradável de sábado, e um sabor amargo do domingo de ontem.

"Outlet", o espectáculo de João Henriques, um óptimo momento de entertainment que aconteceu no sábado (30/06/2007) no salão +ou- nobre do Teatro Nacional S. Jõao, fora de horas, uma selecção very sui generis de músicas cujos originais eram de autores tão vastos como Ella Fitzgerald, Tom Waits e com espaço mesmo para Shania Twain, Blink 182, e nem o trash metal faltou para animar um momento agradável, despretensioso, e um elenco quase residente bastante divertido e very loose, on a saturday night! live! o verão... (quando ele chegar!!!)

entretanto fica umas fotos (bastante) desfocadas do espectáculo Cinzas, que estou a fazer na ESMAE.


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