quinta-feira, agosto 16, 2007

em memória do dia da Nossa Senhora...

O elemento de desejo...

Tu mulher que te ergues como sereia
Que navegas o alcatrão, como quem percorre o mar
Mulher que te encontras perdida na paisagem deserta,
Num horizonte sem fim, encontras o teu propósito.
A tua forma de ser, e toda tu te perdes vermelha
No fundo vermelho de um caminho que vai até ao infinito.
Tu mulher que és a essência viva de quem é.
Tu mulher que és o nada e o tudo, e sempre vermelha
Sempre encarnada, a luz do sol ilumina-te o rosto,
E todo o teu corpo jaz na sombra de ti.
O farrapo que envolve a tua carne, iludindo
O mundo de que és apenas mulher.
Mas és mulher, acima de tudo mulher que
Sorris e arrebatas compaixão, desejo, e intriga.
Tu mulher que te mascaras e exerces o fascínio
De figuras míticas, ainda só encontradas no profundo mar,
no mar de cada um.
Mulher, mulher, mulher...
Voz cava, e melodia de encantar.
Caminha por essa estrada, feita ninfa, feita mulher
A excepção de tudo, e mudas a direcção do mundo.
Segues o teu rumo, e o horizonte afasta-se
Porque sabe que tu és carne, sangue e
O teu coração há-de bater pela última vez nessa estrada
Estrada banhada de vermelho ardente, e tu...
Mulher.

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