quarta-feira, setembro 05, 2007

the bell jar

escrito por sylvia plath conta a história de uma rapariga fora do comum que se vê perdida num mundo cheio de decisões e afazeres diários. no coração de nova iorque esther encontra-se perdida a seguir um rumo que lhe parece cada vez mais o menos adequado à sua condição de vida.
a escrita poética de plath transforma este romance num conjunto de eventos pintalgados de sonhos e devaneios pessoais da escritora que decide tornar-se ela própria o objecto da história e a sua obsessão pelo suicídio.
o mundo e as pessoas que nele vivem intemporais arrastam sempre os mais fracos conduzindo-os a um destino que mais tarde ou mais cedo todos acreditam como sendo aquilo a que estavam destinados.
um romance (quase) auto-biográfico desta escritora que, apesar de mascarada sob um pseudónimo que facilmente a manteve irrconhecivel perante a sociedade, encontrou dificuldades em sobreviver ao mundo dos vivos e que facilmente sucumbiu à poesia daquilo que todos os seres humanos temem (de alguma forma ou de outra) a morte. especialmente a morte auto-induzida.
em forma de testamento foi esta a maneira que sylvia plath encontrou para dizer ao mundo aquilo que a sua personalidade não a permitia proferir em palavras faladas na altura em que vivia. um encontro com o mais intimo de alguém que viveu encerrada em si mesma, na sua redoma de vidro – a sua bell jar - e que encontrou nas palavras escritas o conforto da solidão e do silêncio que a faziam sentir como o negativo de alguém que nunca conhecera verdadeiramente.

“...pois onde quer que me sentasse – no convés de um navio ou numa esplanada em Paris ou Banguecoque – estaria sentada sob a mesma câmpanula de cristal, abafada so o meu próprio ar, amargo ar.”

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