terça-feira, setembro 11, 2007

fim de tarde

o verão esconde-se atrás do nevoeiro que banha a cidade no fim de tarde de um dia de Setembro. a frio infiltra-se pelos caminhos que o trazem do rio, e a cidade brilha num lusco fusco que apresenta a noite fresca que se aproxima á medida que o sol se põe ao longe no fundo do mar... onde o mundo acaba e o dia encontra a noite em tons de vermelho que se perdem na maresia calma que se avista ao longe. a cidade cinzenta ganha forma de um dia de inicio de inverno sem saber se os dias próximos trazem o calor do fim de verão ou um outono que lento vai cobrindo a cidade com o seu manto de folhas que morrem e se desprendem das árvores que orgulhosas se mantiveram vestidas todo o verão.
os últimos veraneantes misturam-se com os trabalhadores que voltam à cidade e num misto de calma e azáfama que se começa a instalar o nevoeiro adivinha o futuro dos dias que se avizinham... a cidade acorda lentamente de um sono profundo mergulhado num calor que arrasta as horas durante os meses anteriores ao deste em que cresce a ansiedade e inusitadamente o natal torna-se cada vez mais próximo.
vivemos assim, como os rios enfrentam o mar... enfrentamos o tempo na direcção contrária. põe-se o sol e um dia segue-se ao outro, avançamos.

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