sexta-feira, setembro 28, 2007

o sol perdura

estamos no final de Setembro e o calor persiste, o sol brilha todas as manhãs e o calor dura durante as horas em que as luzes artificiais da cidade estão apagadas. as ruas movimentadas neste Outuno passeiam pessoas ainda queimadas pelo sol e as primeiras festividades estudantis saem à rua para gritarem hinos que ferem os ouvidos dos transeuntes mais susceptiveis.
Vivo em horas erradas, horas contrárias. fora de horas. a noite fria e gelada com o céu limpo e as estrelas guiam-me no caminho de volta para a minha cama onde exausto abandono o meu corpo para acordar no dia seguinte de olhos vermelhos e traços de maquilhagem e pedaços doridos lembram-me que o dia anterior aconteceu.
não acaba uma estação para dar lugar à outra que se segue e misturam-se confusas as duas e as folhas castanhas estranham ainda o calor e prendem-se o mais que podem aos galhos das árvores que são a sua casa. morrem mais lentamente do que costumam e aguardam o momento certo para se deixarem cair nesse precipicio que sabem ser o seu fim. (se as folhas pensassem)
e entretanto as saudades de quem não cá está (sim tu.) permancem e aumentam a cada dia e sorrio todas as vezes que te leio.
enfim (ultimamente adoro esta palavra) o sol perdura ainda não sei até quando, mas não anseio pela chuva, nem pelas tardes frias ou pelas noites que já começam a chegar cedo demais e antecipam a visão de algo que se aproxima. está tudo trocado e as montras vestem-se de cachecóis e casacos quentes que não se compram pois o corpo desconhece ainda essa vontade... não tarda nada chega o natal (como dizem os mais velhos, para quem o tempo passa sempre a pensar no que aí vem e no que ainda há para fazer).

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