terça-feira, setembro 25, 2007

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A noite acendeu-se.

E as luzes da cidade foram-se acendendo,
Uma a uma foram pintando o dia que
Lentamente se tornava noite.
Aconteceu tudo numa metamorfose
Fugaz, que deixava perceber a efemeridade do dia
E já no passado ficavam as horas em que
As plantas de folhas verdes, caídas, algumas faziam a fotossíntese!
Um conjunto de minutos eternos
Um lusco fusco que faz a transição para estes versos...
Os primeiros sinais da penumbra
Foram chegando ao espaços reconditos das casas,
E foi aí que as primeiras luzes artificias ganharam vida,
Percorrendo electrões que propagavam energia
E deixavam ver as formas sem sombra e sem dia.
Depois nas ruas, os passeios, por segundos mergulhados
Num negro azulado,
Viam-se de novos regados pela luz amarela, que brotava dos lampiões.
Quase ao mesmo tempo, os olhos das viaturas que corriam as estradas
Despejavam já uma luz sonora por entre as faixas de rodagem,
E iluminavam as traseiras de outros carros.
Lá de cima, onde o dia nunca o foi, nem será,
O azul, e as cores verdes e castanhas.
Transformaram-se em formigas cintilantes e estáticas...
Mais de perto, o horizonte desenhava-se com velas de electricidade
E numa competição com o manto das estrelas,
A Terra queria tornar-se bela, e brilhante.
Mas também essas luzes se apagariam, mais tarde,
Para dar espaço ao negro escuro da noite, com ou sem lua...
E ganhavam as estrelas...
Ganham sempre...
Pois ainda mais tarde, depois da negritude ser escura,
O dia brilhou de novo, e as estrelas continuam lá... sempre.

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