sexta-feira, setembro 07, 2007

vida...assim de crua (momentos)

Mesquinhez

Vida mesquinha e inútil a nossa
Condicionada a extractos bancários que
Ocupam metade da metade mais forte
Do nosso cérebro.
Somos pequenos, minúsculos como a formiga
Que se esforça por sobreviver, trabalho árduo
E madrugador para que possamos sonhar
No dia seguinte com uma vida melhor
Uma vida que não chega, que demora,
Que se atrasa e não nos é nada.
Vivemos então num estado de sonolência
Permitindo que nos momentos de silêncio
Sonhemos sonhos que construímos com afinco
Desperdiçamos outra fracção da nossa vida real
Na mesquinhez destes pensamentos
Inventando uma realidade diferente
Que se esconde por detrás de promessas
E apostas descabidas que se perdem
E conhecem os sonhos de outros como nós
Que acordam sobre a manhã e não querem ver
A imagem do espelho, e no escuro das casas
Se vestem e arranjam para se juntar ao cortejo
De tantas outras formigas que carregam folhas
Verdes, folhas bem vivas, inanimadas
Sem sonhos, promessas, vontades
E não esperam por nada
Não querem nada.
Vida mesquinha e inútil esta nossa vida.

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