segunda-feira, outubro 08, 2007

“Multipliquem-se!”

Começa uma nova vida,
E antes que possas sentir a luz
Escondemos de ti o mundo,
Com sorrisos inesperados e
Olhares confusos.
Conversas intermináveis
De fins imprevistos
Afogam a tua presença e não és nada.
A memória permanece em coma
E apagamos o teu rasto antes de tudo.
Constantes os dias fluem e da tua presença
Nem um vislumbre ou sinal de alarme,
Tudo corre bem, esboçamos um sorriso.
Na eminência de seres pronunciado
Ocultamos da verdade todo o teu ser,
E aproxima-se a hora...
As bocas fechadas encerram pensamentos
Que rapidamente se confundem
Com pesadelos nunca relembrados.
Sente-se no ar o cheiro putrefacto e
Sorrimos novamente, sem pensar, sem falar.
Viagem curta que tomaste em tuas mãos,
Expulsar-te-ás a ti próprio,
E de repente és aquilo que sempre foste.
No nada tão presente és a memória,
Que desconheçemos, duma morte tão
Próxima da vida.
Acaba assim aquilo que nunca virá a ser.
“E no príncipio era o verbo...”...

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