domingo, dezembro 23, 2007

noites madrugadas

são sempre madrugadas que me fazem dançar os dedos, o barulho informático das teclas ecoa no quarto vazio e escuro, vazio de gente, vazio de som, vazio... onde a luz do monitor se espande e me ilumina o rosto deformado de sono.
no silêncio falam as vozes que me fazem pensar, as vozes que se debatem no meu pensamento e que discutem e argumentam entre si coisas e facto inaudiveis, mas que devem ser preciosos, se eu lhes prestasse a minima atenção.

escrevo neste diário , neste registuário de momentos e memórias, palavras soltas que afloram a superficie pálida do meu corpo e vagueiam como pequenos pirilampos no escuro de uma floresta, palavras que estão prontas a serem vestidas de cor e de forma, prontas a serem lidas e no entando correm umas atrás das outras. correm apenas...

sinto saudades, sinto falta, sinto vontade de correr e não parar, correr até ao infinito e poder encontrar aquelas coisas para as quais ainda não existem sequer as perguntas certas, quanto mais as respostas...

sofro da letargia da madrugada, da apatia das noites em que se sente solidão por haver um mundo longe envolto nas luzes ténues da cidade que brilham em concorrência com as estrelas...

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