terça-feira, janeiro 29, 2008

Um Teatro sem Teatro

Em Portugal não reina só o vazio, é mesmo no CCB e vale mesmo a pena. 'Um Teatro Sem Teatro' é uma exposição co-produzida com o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e é o registo vivo de uma actividade teatral desde os anos do "Rei Ubu" o primeiro passo na performance, e naquilo que hoje podemos designar como legado da arte contemporânea (dentro da actividade teatral interligada com outros meios que servem para exponcenciar aquilo que pretendem que seja o seu resultado).


para ver no CCB até 17 de Fevereiro


Jean Luc Godard, 1964, Bande à Part

[...] De Hugo Ball a Mike Kelley, de Oskar Schlemmer a Dan Graham, de Christian Boltanski a James Coleman, são os códigos e convenções, os caprichos utópicos das transformações estéticas, políticas e sociais transportados pela experiência cénica que agora tecem e sustêm as ligações entre o teatro e a arte contemporânea. Através desta interacção constante, as artes visuais alargam o seu campo de acção e conquistam novos espaços. Com trabalhos baseados no modelo teatral executados por artistas que vão de Konstantin Stanislavski a Vsevolod Meyerhold, de Antonin Artaud a Samuel Beckett, de Jerzy Grotowski a Tadeusz Kantor, a arte nunca cessou de questionar consistentemente a razão pela qual deveria ser excluída.
Porque a realidade do mundo no qual vivemos tende a obliterar distinções entre o cénico e o real. O mundo contemporâneo é agora uma imensa performance onde o sujeito procura continuamente o seu lugar. O projecto moderno foca incessantemente a atenção no centro do palco. Talvez a própria modernidade seja a história ainda por escrever de todas estas, por vezes efémeras, utopias – acções, happenings, eventos, festivais, Fluxmesse, performances, encenações, teatro instrumental e de rua. Bem como um grande número de outras noções que transgridem leis, tais como o espaço do teatro e o das artes visuais. [...] retirado d'aqui

memórias de londres


13Janeiro'08 - Tate Modern

A sala obscura algures na imensidão do vasto espaço aqui presente alberga Rothko. A semi-penumbra em que nos encontramos, eu sozinho e os quadros (e os corpos ondulantes das gentes que passam) faz sobressair a calidez escura (vermelha escura) "escrita" em cada tela... São demasiados os nomes para nomear, tantas as referências para citar e o momento torna-se quase insuportável por saber que o regresso está num futuro longínquo, há uma espécie de urgência que me faz querer correr, que todos desapareçam e eu possa correr na vasta imensidão da cidade, na vasta imensidão deste espaço que do lado de cá, no Bankside de Londres, junto ao berço de Shakespeare... e tão boa companhia passados os anos o destino lhe havia de trazer para este lado onde pendiam cabeças em paus espetados na terra e o cheiro insuportável abafava os gritos de peças de teatro anunciadas como pequenos descontos de feira no meio da multidão de uma época em que tudo era diferente.

Londres é imensa, absolutamente insuportável por querer absorver tudo. É saudável a letargia que se apodera de mim enquanto esqueço (por breves momentos) que a partida é já amanhã. Mas o tempo é isso mesmo, é o agora e depois memória.

escrito enquanto descansava na sala Rothko na Tate Modern depois da visita aos grandes Hyde e Green Park.

rococó: um período de transição


A escultura de Falconet transmite-nos a sensação daquilo que se vivia na época do Barroco, um período de transição entre o Barroco e o Neoclassicismo, profundamente marcado pela procura da liberdade e facilidade de exprimir os sentimentos e as emoções viajavam à flor da pele de todos os que viveram durante esta época.
Sofia Coppola(:) em “Marie Antoinette” consegue também construir um perfeito paralelo entre o quotidiano de uma época onde este estilo apenas sobrevivia em França com os dias de hoje. Uma ponte do século XVIII com os nossos dias. Onde também se vive com uma falsa noção dos tabus quebrados e onde a sexualidade é um assunto quase tão vasto como os dogmas a ela associados hoje em dia.
O Rococó foi considerado um período onde a frivolidade da vida aristocrática foi exageradamente criticada, mas que serviu obviamente para um avanço naquilo que se considera ser o senso comum de nós mortais.
Acima de tudo foi uma época que serviu (como todas as outras que fazem parte da História da Arte) para reformular novas regras, abolir com antigos preconceitos e nesta altura especifica em que se passam por grandes re-estruturações politicas (especialmente em França) para fomentar o gosto pelo clássico e teorias antigas que por vezes ficam durante anos à espera de serem novamente descobertas e postas em prática.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

coincidências

ver em sempalco

domingo, janeiro 27, 2008

em trabalho

correu bem, a estadia em lisboa e a apresentação da peça infantil "x ou y " para os quase cem míudos que estavam a assistir. sem luz, sistema de colunas, e com a luz do sol a entrar pelas janelas do tecto, lá conseguimos prender a atenção deles durante os 45minutos... o resto foi lisboa e tornar a visitar a cidade da luz e ver novamente a noite no Bairro Alto e matar saudades. Foi 'em trabalho' mas acabou por ser produtiva também, de onde ficam duas sugestões:
"Berlim" na Comuna com encenação de João Mota.
e CCB "Um Teatro sem Teatro" + Berardo Collection.. falarei mais nos posts a seguir.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

estes tempos incertos

volto já. [...]

quarta-feira, janeiro 23, 2008

he's not there


morreu Heath Ledger. 22 de Janeiro de 2008.
acerca da morte não sei muito.
acima está a foto em que interpreta o papel de Bob Dylan, num filme conserning o próprio Dylan.
'I'm not there' a estranheza e ao mesmo tempo coincidência de um título que se adequa perfeitamente a um dos actores. Como se fosse o próprio Ledger/Dylan a dizê-lo.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

COMING SOON!


é a 24 de Fevereiro, se houver...em principio está tudo em ordem. ready to go!

lista de nomeados: sabe-se mais terça-feira (22 de Janeiro)
mais aqui

domingo, janeiro 20, 2008

domingos

mais um domingo, Janeiro já está quase a acabar e eu enfrento um grave problema com o sono.
Não devia ser possível trazer jet lag de Londres, mas sinto-me mais cansado que nunca.
mas isto resolve-se...pelo menos está sol...

reading

so far so good...



sábado, janeiro 19, 2008

london days#2


ocupado na produção de uma peça infantil. mais em sempalco
entretanto mais das memórias que ficam de uns óptimos dias passados em Londres...

on the Tower Bridge (fotografia de Fátima São Simão)

terça-feira, janeiro 15, 2008

recomeço

de volta, tudo me parece diferente. é sempre bom voltar, difícil deixar as pessoas.
há dias em que não cabemos nos sítios onde estamos, somos demasiado exteriores, e precisamos de sentir um chão que não é nosso. senti conforto, é bom voltar com memórias que duram uma eternidade...

london days

de novo em portugal no porto, o tempo é bastante semelhante ao de Londres, mas de resto tudo é diferente e muito.
a cidade é, durante as horas em que vive, um turbilhão de informações, regras, pessoas, carros, autocarros, taxis, metro, um sem fim de actividades que e de sítios que quase cegam os milhares de pessoas que percorrem esta cidade todos os dias.
sem dúvida uma experiência quase indíscritivel a de estar em Londres, quanto mais viver...
é o mundo todo sem precisar de o visitar, e levamos com ele às pancadas, juntamente com a exorbitante quantidade de informação que entra pelos olhos dentro, sejam publicidade ao novo cartão de crédito de um banco local, como do musical mais famoso e mundialmente conhecido.
a cidade cinzenta e gótica ergue-se em torno do rio e vista de cima deve parecer um conjunto de colónias de formigas que convergem e divergem para diferentes pontos.
Foram dias para respirar (não propriamente ar puro) um novo ar, o ar urbano, a cidade por excêlencia onde não se pára, é-se arrastado e empurrado no meio das multidões que caminham com sentidos precisos e definidos, deve ser como perder-se dos pais num supermercado ao sábado á noite quando somos pequeninos se formos sozinhos para londres, de repente não há informação perceptível e tudo parece estranho e deslocado, o bom é estar-se com pessoas de quem se gosta e que já lá estão, para irmos a bons sítios e passar uns dias excelentes...
ainda não há fotos para documentar a estadia, mas fica um "taste" da primeira noite passada em Londres, em Leicester Square e eu estive lá.
mais nos próximos dias... para prolongar a "estadia".
"it had to be you"...


segunda-feira, janeiro 14, 2008

I was here...



quinta-feira, janeiro 10, 2008

london, london, london calling


From Porto (OPO) to London Stansted (STN)

Thursday, 10 Jan 08 Flight 8344
Depart
Porto (OPO) 09:20
Arrive
London Stansted (STN) 11:40
all times are local

quarta-feira, janeiro 09, 2008

what about the oscars?

estou de acordo. com os argumentistas, com o facto de os actores os terem respeitado, afinal de contas são as palavras que marcam o nosso cinema, a imagem há muito que foi esquecida e ultrapassada por um poder muito maior - a palavra.
assim diz norma desmond em sunset boulevard "you destroyed it with words..." quando fala directamente para um argumentista acerca do que é que els fizeram ao cinema quando ele deixou de ser mudo.

criou-se um monstro e ele rebelou-se! Não lhes tiro a importância, o crédito, o valor que têm...

mas a minha questão é a seguinte: não se vão realizar os Golden Globe Awards no próximo dia 13Janeiro, mas e os óscars? alguém me sabe dizer como é que isso fica? é que já é a cerimónia número 80!!!!!

somos crescidos

num tempo tardio
vislumbramos
um passado longínquo
na eterna mágoa
de seres esquecidos
vagueando na solidão
por entre os vazio de gente
somos crescidos
e os sentidos pouco morrem
adormecem
a memória alterna
o pensamento congela
a vida cristaliza-se [cada vez mais]
em momentos eternos
de longevidade inequívocamente
perdida, reduzida
crescemos sem tempo
suficiente largo espesso
que dilate a relatividade
e nos faça pairar num vácuo
quente e húmido, bafientas
as janelas de vidro
onde escorrem gotas
numa viagem que termina
quando se morre.

domingo, janeiro 06, 2008

BECKETT


Não há muito que eu possa dizer, ou falar, acerca de Beckett, muito pouco li dele e as peças que vi captaram-me bastante pelo vazio que ele inclui na sua obra, os silêncios como um prolongamento do espaço do próprio pensamento onde as palavras não existem. onde qualquer coisa que se diga sai completamente disparatada. É claro que eu sou apenas alguém que quer saber mais, procurar entender, ler mais e descobrir... Mas já vi alguns textos de Beckett representados e nenhum me desiludiu tanto como o que vi no Teatro Helena Sá e Costa, "Catástrofe" levada à cena pelo Teatro Plástico. E o que mais me intriga é a displicência que se tem em expôr o trabalho a todo e qualquer género de público sem o tornar minimamente interessante, apelar aos sentidos do público e não colocá-lo sempre no lugar de ouvinte e entendedor intelectual.
Não pretendo tecer criticas, mas deixar a minha opinião acerca daquilo que é suposto ser um acto único e que apesar de saber o seu significado a sua importância é tanto maior se for bem adaptada/feita ou então deixa-se para ser lida e interpretada da maneira que se desejar e não transformar um bom texto (de cinema) num prolongamento de 45 minutos que não acrescentam nada mais à própria obra escrita do autor.
Beckett escreveu o próprio Teatro, reescreveu-o de certa forma. É de esperar que quem o faça aproveite essa oportunidade para acrescentar algo mais... há exemplos, o "End Game" protagonizado pelo Diogo Infante, e o "À espera de Godot" com o Miguel Seabra e João Pedro Vaz...

revivalismos

[in teatro praga]

updating data

...loading........
quase completa, mas ainda por finalizar, a tarefa de passar os dados do meu pc antigo para o portátil. entretenho-me e esqueço-me das coisas importantes que tenho para fazer.
entretanto, e se a teoria dos antepassados está correcta o ano avizinha-se chuvoso, pelo menos até Junho.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

hiroshima mon amour

leio...
a persistência da memória.
encontros do acaso, encontros que todos temos
Marguerite Duras escreve o guião de um filme, um filme sobre um filme sobre a paz que é feito em hiroshima (e se um filme fosse rodado em hiroshima seria sobre o quê?!) e sobre a actriz, a mulher francesa que se perde entre hiroshima e Nevers, entre um amante e outro...ou o mesmo, ou há outra mulher, uma enfermeira... Duras abre as possibilidades deste encontro. a história do encontro sobrepõe-se a tudo o que acontece em redor... em hiroshima existiu o sofrimento e agora, só a memória de Nevers e ela e ele.
... a verdade é que há um infinito número de possibilidades depois do encontro...


"Por todo o mundo as pessoas encontram-se. O que importa é o que se segue a esses encontros quotidianos."

so far...

dia 1 de janeiro, corresponde a JANEIRO ...dia 12 corresponde a Dezembro,
a previsão é
JANEIRO - MAU TEMPO, POR VEZES AMENO
FEVEREIRO - CHUVA
MARÇO - CHUVAS TORRENCIAIS...
mais em : pais ou avós de gerações passadas que saibam estes truques que já ninguém ensina, ou em weather forecast.
passei um dia inteiro a tentar configurar uma "rede doméstica" entre dois computadores... e no final acabo por passar os ficheiro todos com a pen... em 17 (e ainda a contar) "viagens"! simplesmente odeio não haver tutorials... e odeio não haver manuais de 'como fazer (tudo) em dez passos.' sempre em dez passos que é prático e já é bastante!
acordado por uma trovoada imensa
ouvi muito o silêncio e a chuva de granizo hoje, este tempo leva-me a cabeça para longe, onde não há nada...

terça-feira, janeiro 01, 2008

every day is a new day...

e hoje é o primeiro.
abre-se um novo arquivo em [memoires].

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