domingo, janeiro 06, 2008

BECKETT


Não há muito que eu possa dizer, ou falar, acerca de Beckett, muito pouco li dele e as peças que vi captaram-me bastante pelo vazio que ele inclui na sua obra, os silêncios como um prolongamento do espaço do próprio pensamento onde as palavras não existem. onde qualquer coisa que se diga sai completamente disparatada. É claro que eu sou apenas alguém que quer saber mais, procurar entender, ler mais e descobrir... Mas já vi alguns textos de Beckett representados e nenhum me desiludiu tanto como o que vi no Teatro Helena Sá e Costa, "Catástrofe" levada à cena pelo Teatro Plástico. E o que mais me intriga é a displicência que se tem em expôr o trabalho a todo e qualquer género de público sem o tornar minimamente interessante, apelar aos sentidos do público e não colocá-lo sempre no lugar de ouvinte e entendedor intelectual.
Não pretendo tecer criticas, mas deixar a minha opinião acerca daquilo que é suposto ser um acto único e que apesar de saber o seu significado a sua importância é tanto maior se for bem adaptada/feita ou então deixa-se para ser lida e interpretada da maneira que se desejar e não transformar um bom texto (de cinema) num prolongamento de 45 minutos que não acrescentam nada mais à própria obra escrita do autor.
Beckett escreveu o próprio Teatro, reescreveu-o de certa forma. É de esperar que quem o faça aproveite essa oportunidade para acrescentar algo mais... há exemplos, o "End Game" protagonizado pelo Diogo Infante, e o "À espera de Godot" com o Miguel Seabra e João Pedro Vaz...

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