terça-feira, janeiro 29, 2008

rococó: um período de transição


A escultura de Falconet transmite-nos a sensação daquilo que se vivia na época do Barroco, um período de transição entre o Barroco e o Neoclassicismo, profundamente marcado pela procura da liberdade e facilidade de exprimir os sentimentos e as emoções viajavam à flor da pele de todos os que viveram durante esta época.
Sofia Coppola(:) em “Marie Antoinette” consegue também construir um perfeito paralelo entre o quotidiano de uma época onde este estilo apenas sobrevivia em França com os dias de hoje. Uma ponte do século XVIII com os nossos dias. Onde também se vive com uma falsa noção dos tabus quebrados e onde a sexualidade é um assunto quase tão vasto como os dogmas a ela associados hoje em dia.
O Rococó foi considerado um período onde a frivolidade da vida aristocrática foi exageradamente criticada, mas que serviu obviamente para um avanço naquilo que se considera ser o senso comum de nós mortais.
Acima de tudo foi uma época que serviu (como todas as outras que fazem parte da História da Arte) para reformular novas regras, abolir com antigos preconceitos e nesta altura especifica em que se passam por grandes re-estruturações politicas (especialmente em França) para fomentar o gosto pelo clássico e teorias antigas que por vezes ficam durante anos à espera de serem novamente descobertas e postas em prática.

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