quarta-feira, janeiro 09, 2008

somos crescidos

num tempo tardio
vislumbramos
um passado longínquo
na eterna mágoa
de seres esquecidos
vagueando na solidão
por entre os vazio de gente
somos crescidos
e os sentidos pouco morrem
adormecem
a memória alterna
o pensamento congela
a vida cristaliza-se [cada vez mais]
em momentos eternos
de longevidade inequívocamente
perdida, reduzida
crescemos sem tempo
suficiente largo espesso
que dilate a relatividade
e nos faça pairar num vácuo
quente e húmido, bafientas
as janelas de vidro
onde escorrem gotas
numa viagem que termina
quando se morre.

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