quinta-feira, fevereiro 28, 2008

dancing, on the pavement!

Chama-se Adele. Londrina e surge no momento em que os(as) outras começam a ser demasiado conhecidas e a perder o interesse. ainda assim, a música "Chasing Pavements" (em cima) é do álbum "19" e é o 2º single a ser lançado.
Gosto da sonoridade, gosto da attitude de olhar blasé sempre em riste para ferir os mais susceptíveis a crer que a "gordinha" não pode ser sexy, mas acima de tudo adoro o vídeo.

o momento de virtuosismo dos corpos que se movem no chão, como se estivessem numa postura normal que lhes permitisse fazer os movimentos que eles tão bem criam na ilusão quando o fazem no chão. as sombras ajudam ao efeito, mas a simplicidade do gesto acompanha a música num registo quase de video-dança em que os pontos de vista são diferentes do que o normal. ainda assim, o "virtuosismo do rebatimento" é algo que já tinha sido pensado, veremos o quão bem (ou não) fica em meados de Julho...

max von sydow, um nome

Prémio de Carreira na edição deste ano do FantasPorto.


O próximo filme surge na esteira de um convite feito pelo director Martin Scorcese para um novo projecto, sendo assim o 135º filme deste actor sueco... um prémio de carreira que se olharmos bem para a filmografia e deixarmos os olhos descair em nomes como Ingmar Bergman e filmes como o "Exorcista" e "Minority Report" é sem dúvida bem merecido.

filmografia: aqui

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

wrap it up!

"wrap it up" foi o mote principal para a 80ª cerimónia dos Óscars uma cerimónia verde e anti-política já que filmes como "In the Valley of Elah" e "Charlie's War" foram deixados de fora para dar lugar a um rol de filmes que não são o habitual dos óscars, filmes que não arrebatam corações (excepto "ONCE", o momento dos pobrezinhos e humildes e "La Vie en Rose" a partilhar lugar com "La Vita é Bella"). Foi um ano sem glamour e uma cerimónia que mais parecia um rascunho daquilo que poderia realmente vir a ser, foi no que deu todas as dúvidas e prblemáticas dos argumentistas... e serviu para as piadas da noite.
Nos intervalos a memória de momentos passados enchiam os ecrãs...
Javier Bardem em espanhol, Daniel Day-Lewis com um ar de menino boémio mal comportado, Tilda Swinton a nova Cate Blanchet (que por sinal fica desde já conhecida por ter interpretado o papel de cão no filme vencedor da noite), os irmãos Cohen arrogantemente convencidos mas merecedores e todo um conjunto de prémios que não tiveram a emoção do costume... uma cerimónia sem grandes estrelas e com o momento da noite protagonizado por Marion Cotillard que (nas palavras de alguns) supera o próprio filme na sua interpretação de Edith Piaf.
Y Dios repartió la suerte por todos (como era o desejo no inicio de Bardem que teve um momento emotivo ao dedicar o prémio á sua mãe que o acompanhava na cerimónia, este ano sem after party da Vanity Fair), e "No Country for Old Men" foi o vencedor da noite esquecendo de fazer jus também ao seu actor principal Josh Brolin.
sem sal, sem emoções ao rubro e um aniversário do sr. óscar mal organizado sem grandes produções do género arrebata prémios e corações como main motif.
Os oscarizados Cohen voam para Portugal para estar presentes logo á noite na antestreia do seu filme por terras lusas no Fantasporto.
os vencedores: aqui

domingo, fevereiro 24, 2008

movies...motion picture...OSCARS

é hoje, e a contagem decrescente já começou. a transmissão em directo é na TVI. hoje com todo o glamour a que estamos habituados que faz parte da imagem que existe como referência de uma época de pessoas como Audrey Hepburn (com o oscar para melhor actriz por 'Roman Holiday'), mas há muitos anos... data de 1939 altura em que Hattie McDaniel fez história ao ser premiada com o óscar de melhor actriz secundária pelo seu papel de empregada em "E tudo o Vento Levou", numa altura em que ser só actriz não bastava, mas McDaniel dizia que se era para ser empregada então preferia sê-lo no cinema, e assim o foi. Já nesta altura os discursos eram feitos com as lágrimas a deturparem a voz... adoro!

a lista dos nomeados: aqui

mais em: http://www.oscar.com/


as intermitências da vida

á procura de algo, de beleza, de um momento de sonho, de momentos que sejam dignos de nos surpreender pela emoção encontrei este pedaço da obra "Pedro e Inês" de Olga Roriz que vem de acordo à apatia pré-domingo em que mergulhei hoje. há dias que no silêncio da noite ouço repetidamente um verso de uma música (que desconheço título e autor) - "'cause I still haven't found what I'm looking for..."- será nesta recorrência que vivemos a nossa vida em busca de coisas que não conseguimos nomear porque são criações fantasiosas dos nossos cérebros que vivem rodeados de informação que entram constantemente em overloading, ou será que procuramos initerruptamente por algo que desconhecemos. a verdade? deus? uma força da natureza superior a todos os seres terrestres?

Em dias em que a humanidade assiste a evoluções tão importantes como as de conseguir interromper o curso de um satélite que navega no espaço e que ameaça despenhar-se na Terra e causar estragos que consequentemente fomos nós que causamos essa possibilidade, em dias em que a humanidade enfrenta uma guerra como nenhum dos indíviduos das novas gerações pensou alguma vez assistir e que será matéria de estudo daqui a alguns anos nos manuais escolares, em dias em que a humanidade oculta problemáticas graves de acontecimentos passados como Chernobyl... neste dias a humanidade debate-se com uma questão primordial de tentar encontrar alguma coisa, não se sabe muito bem o quê, mas algo que, talvez, venha a responder a muitas perguntas (algumas já formuladas e outras ainda nem sequer pensadas). Procuramos todos pelo mesmo, de maneira mais ou menos cientifica a causa está latente e cada vez mais à flor da pele.

escrevo envolvido pelo silêncio e pelo escuro de uma madrugada que ainda acabou de começar , permaneço imóvel enquanto me atravessam pensamentos e os sentidos entram lentamente em estado de sonolência e apercebo-me do desfasamento daquilo que escrevo e daquilo que quero realmente dizer, se é que é necessário dizer alguma coisa... mas todos nós crêemos que temos algo para dizer, algo que ainda ninguém sabe ou se sabe, não sabe a nossa visão sobre o assunto, mas pergunto-me, o que é que será que queremos realmente dizer?

não quero dizer nada com isto, quero apenas entregar um pensamento, um ínfimo daquilo que me atravessa neste momento, ao "vento"; deixá-lo perdido nos olhos de quem o ler, ou no esquecimento, fora de mim.

sábado, fevereiro 23, 2008

futilidades

Nicole Kidman in Marilyn Monroe's "Some Like it Hot" skin...

teaser

ANDAR Filmes
apresenta (brevemente)

CORAÇÕES PLÁSTICOS
um filme de Sérgio Brás d' Almeida


sexta-feira, fevereiro 22, 2008

estátuas mortas cheias de vida

O trabalho da artista plástica Victoria Diehl no seu trabalho “Vida e Morte das Estátuas” dá vida às criaturas que permanecem eternizadas na forma de estátuas. O momento em que a pedra ganha vida com a cor e tonalidades e transformações que a artista aplica em tom digital às obras de escultura obrigando-as a “viver” nas fotografias de uma forma quase macabra de momentos instantâneos onde o humano encontra o “monstruoso”. «Imagens saídas da imaginação de uma mulher fascinada pelo corpo, pelos instantes em que nascemos e morremos»**. in revista DIF reportagem** Filipa Penteado.


wrong design

é já amanha, na loja Pedras e Pessêgos a festa de inauguração da exposição:

NOTE IT! DO IT!
de 23.02 até 8.03 - 2008
artistas:
António leal; Fátima Séneca; Hugo Madureira; Igor Mandra; João Cruz; José Pereira; Júlio Dolbeth; Liliana Mendes; Luís Espinheira; Maria Gambina; Miguel Flor; Nuno Paiva; Paulo Gomes; Ricardo Quaresma; Sérgio Rebelo; Vitor Bastos

amanhã inauguração - 16.30h
local: Praça Coronel Pacheco

in the valley of elah


sem dúvida um grande filme sobre a guerra que marca a nossa actualidade, e as desventuras de soldados americanos que se perdem por amor á pátria. uma bandeira invertida no inicio do filme marca o presságio para tudo o que se vai seguir... a metáfora de David e Golias que lutaram no Vale de Elah o inicio (à milhares de anos) de uma guerra sem fim pela qual todos acabamos por pagar um dia...


Tommy Lee Jones é o actor do ano, participando em dois filmes nomeados para os óscares e aqui com uma nomeação para melhor actor.


quarta-feira, fevereiro 20, 2008

comentário necessário

Impotências

Corre nestes dias que passam
num vagaroso cheio de pressa, andar
sem saber para onde, nem como

não existem noites para lá de mim
cheias de impotências sentidas
no silêncio escuro e denso, mergulhado

num doce e eterno desejo. como o rio
albergo um leito de escuridão submersa:
desejos incompletos, vontades soltas
tolas que se desvendam a si mesmas.

aí, lugar desconhecido, rastejo
e anulo o meu ser, perante descréditos
passo sobre mim o tempo, gasto

palavras escritas embriagadas
de sonhos; desfeito e trucidado
permaneço inerte e fluo como a água

corre em dias de sol e o seu rumo
em uníssono com as luas,
mil luas que habitam os sonhos

segue o curso natural prometendo
o equilíbrio dos sistemas terrestres
e cósmicos, os sentidos existem

retorcidos para lá de mim, um
por um gritam mudos por clemência
e desfaço-me em pedaços

silenciosamente abandonado.
Corre em mim a ansiedade
enquanto ouço o fundo bater do coração.

comentário

Lorelei (Sylvia Plath)

Não existe nenhuma noite para nos afogarmos:
lua cheia, um rio correndo
negro sob um suave reflexo de espelho,

névoas azuis da água gotejando
de malha para malha como redes de pesca
embora os pescadores durmam,

torres sólidas do castelo
multiplicando-se num espelho
todo ele silêncio. Mas estas formas flutuam

em minha direcção, perturbando o rosto
da quietude. Do nadir
erguem os seus membros plenos

de opulência, cabelos mais pesados
que o mármore esculpido. Cantam
um mundo mais cheio e límpido

do que aquele que existe. Irmãs, a vossa canção
traz uma carga demasiado pesada
para ser escutada pelas espirais do ouvido,

aqui, num país onde um sensato
senhor governa equilibradamente.
Ao serem perturbadas pela harmonia

que existe para além da ordem deste mundo,
as vossas vozes fazem um cerco. Estais alojadas
nos recifes em declive do pesadelo,

prometendo um abrigo certo;
de dia, estendem-se para além dos limites
da inércia, das saliências

que existem também nas altas janelas. Pior
ainda que esta canção de enlouquecer
é o vosso silêncio. Na origem

do apelo do vosso coração gelado
- a embriaguez das grandes profundezas.
Ó rio, como vejo serem arrastadas

lá no fundo do teu curso de prata,
aquelas grandes deusas da paz.
Pedra, pedra, leva-me lá para baixo.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

inspirações de 1937

ver mais aqui

are we running out of imagination?


ou seremos seres em constante re-criação daquilo que já foi feito? damos novos significados, procuramos por novas coisas e vamos de encontro a memórias que o passado tem guardadas e utilizamos a nosso favor? há algo ainda por inventar? algo de novo?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

memories


domingo, fevereiro 17, 2008

um acordar cinzento e cheio de sono

mais em aqui
uma perfomance de Gilberto oliveira e Ana Lúcia Cruz

são reminiscências do passado, dois performers habitam as memórias de tempos antigos, de frases e “dizendos” de outras bocas que falavam em tempos antigos quando a memória deles ainda estava fresca e absorvia tudo com carícia e se reflecte agora com saudade e intriga.
“como será o meu rosto quando eu tiver noventa anos?”, são perguntas que se fazem a eles próprios e que levantam àqueles que habitam o mesmo espaço no momento em que tudo decorre.
são as imposições feitas ao próprio corpo que actuam nas transformações, nas alterações físicas que ocorrem no corpo dos dois habitantes do espaço, na Fábrica (Rua da Alegria). São as dificuldades impostas conscientemente que nos passam a imagem de velhice; dificuldades inerentes ao tempo que passa entre os aquecedores e os cadeirões e a pequena televisão que acompanham a solidão do estereotipo (muitas vezes real) que temos bem presente na memória.
“Um acordar cinzento e cheio de sono” apresenta-se ao público em geral no dia 7 de Março, no espaço da Fábrica onde habitam actualmente várias companhias de teatro independente do Porto, muitas delas com origem em vários alunos da ESMAE.
(Fábrica, Rua da Alegria, nº341, Porto).
uma co-produção com a GDA.

sábado, fevereiro 16, 2008

Pangea Day

10 Maio, 2008. around the world... http://www.pangeaday.org/


submmited work: "Dinnertime" by Eduardo Morais

curiosidade

"Um Mundo Catita"

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

"O Café" do Teatro Nacional SJ

até 24 de Fevereiro no Teatro Nacional São João (Porto)
mais info: www.tnsj.pt
Não, não vou falar acerca do espaço do teatro onde se pode em momentos de lazer antes ou depois dos espectáculos (ou até em intervalos) tomar um café essa preciosidade de alguns países mediterrânicos como o nosso e como não podia deixar de ser Itália. E é precisamente em Itália, mais especificamente em Veneza que se situa o espectáculo em cena no Teatro Nacional da Invicta.
Um texto de Carlo Goldoni aqui encenado por Giorgio Barberio Corsetti apresenta-se como uma mistura de várias influências que fazem sentido apenas para quem se viu envolvido em todo o processo de criação deste objecto artístico que é oferecido como alternativa cultural ao público portuense. A falta de imaginação e incongruência de um cenário “mil vezes revisitado” quer em memória, quer fisicamente como é o caso de outras visitas na mesma casa, por exemplo de “Um Hamlet Sem Palavras” ou de “Rinocerontes” (que esteve em cena no Rivoli em alturas de grande actividade cultural na cidade).
Para além disso e do dissabor que isso causa a partir do momento que a cortina de ferro no edifício se levanta pelas mãos do actor João Castro (Trapaça, empregado de Ridolfo) – aqui sem dúvida o melhor naquilo que faz e naquilo que propõe – a peça mergulha imensa vezes em vazios e falhas de ritmo abissais que existem devido a uma preguiça latente e uma má gestão dos recursos que são oferecidos a esta equipa e pela qual tantas outras (mais pequenas) na mesma cidade ansiavam por usufruir de uma pequena percentagem. O cenário transforma-se na peça fundamental num enredo e desenrolar de histórias sem fim, das quais extraímos rapidamente o sentido, voltando rapidamente a atenção para aquilo que o encenador deve ter achado que seria o fundamental nesta obra teatral.
E eis que surge a surpresa, já previamente anunciada, mas ainda assim a surpresa… Uns pequenos reflexos daquilo que parece ser água surgem projectados nas superfícies metalizadas do cenário e pequenas gotas emergem da borda que não deixa ver aquilo que está acontecer: o chão do Teatro Nacional é literalmente inundado de água, remetendo-nos (se fosse possível a todo o público ver) para uma Veneza intemporal e de histórias de jogo e maledicência, de disfarces e enganos, que vivem à mercê das correntes e das cheias e onde a sociedade se afunda progressivamente “na própria água que vai metendo”. A metáfora resultaria se fosse visível para todos e se servisse algum propósito maior do que apenas o fetiche (de quem quer que seja) descabido e não existisse apenas por motivos de show-off que foi, na minha opinião, aquilo que aconteceu.
A peça vai decorrendo numa sala semi-cheia a uma quarta-feira e o desconforto vai tomando conta do corpo e tenta-se, ao máximo, aproveitar aquilo que está publicitado como um das melhores peças de Teatro que o Nacional tem para oferecer.
Desta vez não se trata de “intelectualices” ou tentativas falhadas de conseguir atingir a perfeição, é a procura por um estilo onde seja possível reunir vários estilos que não se encontram em conjunto em nenhum sítio do mundo, onde não cabem momentos “Rocky Balboa” com “O Padrinho” à mistura procurando conciliar com um tom de comédia muito mal interpretado e conduzido a um mau gosto humorístico.
O problema não é dos actores, mas de uma encenação que focou demasiado as atenções para um despropósito orçamental e que não acrescenta nada ao desenrolar de uma obra do século XVIII e que está obviamente datada, não há uma adaptação mas uma colagem forçada de estilos e géneros.
Dos actores pouco tenho a dizer a não ser de João Castro e Ivo Alexandre que merecem ser reconhecidos pelo seu trabalho.
As expectativas eram demasiado altas, e o Teatro Nacional São João serviu um café um pouco deslavado e mal tirado.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

sweet valentine


"Love means never having to say you're sorry...", in LOVE STORY

to all... all my love.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

charlie's angels...

“These things happened. They were glorious and they changed the world and then we fucked up the end game.” Charlie Wilson





Uma história sobre a guerra, sobre a actualidade dos dias em que vivemos e onde tudo começou. Mais ou menos romanceado, com um elenco de luxo à mistura e uma óptima realização “Jogos de Poder” retrata exactamente a tradução para português do título original.
Um país que fez história e que deixou o mundo à mercê daquilo que se vive hoje em dia, a guerra fria, os jogos de poder instituídos entre pessoas que ninguém conhece, que vivem nos seus mundos e com os seus ideais e que no fim de contas são os responsáveis por construir a história mundial, a história que trazemos gravada em cada um de nós e que por mais que tentemos não nos conseguimos abstrair dela, principalmente quando nos é mostrada desta maneira, de onde se originou, de onde cresceu.
Usar e deitar fora. São os princípios de uma sociedade que vinga actualmente, em tudo o mesmo lema. E os restos ficam para se cuidem sozinhos…
Até agora é o favorito para os Óscares. We'll see

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

homenagem...


...ao rei da pop.

antigo ou novo, com mais ou com menos acusações (de que género forem e sobre que género se tratem) Michael Jackson renasce, ou relembra a sua existência a partir de amanhã. Com um novo álbum a caminho (or so it's being said...) amanhã sai a versão comemorativa de vinte e cinco anos do Thriller.

Há vinte e cinco anos atrás M.Jackson fazia história na história da música mundial, obrigando a alterações radicais na forma de pensar das pessoas no que respeita à música de negros (e o exemplo do passo que foi dado é notável nos dia que correm). Dentro da música pop, o cantor foi e será sempre destacado pelos seus grandes êxitos e sobretudo por este que é agora remasterizado e re-editado para belprazer de todos os que o querem recordar numa edição de luxo.

O menino que cresceu de cinco, que Diana Ross levou á Motown, e que cresceu (sem ele próprio saber como) e se tornou numa das maiores estrelas da música pop que existe, fez história (uma vez naturalmente, e a segunda editou-a em album... HIStory) e será para sempe lembrado por muitas coisas que os massmedia fizeram questão que fossem lembradas, outras impossíveis de esquecer, outras ainda que por tanta coisa que já foi dita não se sabe a verdade, mas acima de tudo pela voz e pelo jeito de dançar e pelos ritmos que marcaram e continuam sem dúvida a marcar muitos dos ritmos que se dançam actualmente.

Homenagem porque sim. Porque nem sequer consigo escolher uma música... todas, era o ideal.

estive em performance

acabou o primeiro esboço vivo de «manual de instruções» de Victor Hugo Pontes** com uma apresentação final do que se poderia chamar "eu sou outro e sempre o mesmo", pelo menos na minha opinião.

depois do caos passou-se á tentativa de organização (espacial e de ordens de dependência) dos 15 solos, que se construíram a partir da proposta inicial do coreógrafo e orientador juntamente com as propostas-resposta que surgiram num curto espaço de tempo, mas sem dúvida intenso.
um laboratório definitivamente. experimentar responder às premissas colocadas. tentar absorver a imagem que o criador/artista traz consigo e procurar fazê-la.

fomos performers? fomos actores... na verdadeira acepção da palavra, sendo que se tratavam de acções individuais de individuos que estavam condicionados pelos outros na medida em que não podiam interfir no acto do outro.
a dependência entre uns e outros, ou a falta de necessidade que aparentemente existe entre todos nós, eram premissas subjacentes, alegando a um possível conceito que pudesse desde já existir na cabeça dos vários "que não eram eles, mas outros..."
o acto performativo existiu no acto de fazer. a repetição, o loop, a acumulação, exponenciou um lado psicológico e intensificou a individualidade de cada solo.
... ou pelo menos acho que isto era parte do que era pretendido... numa fase em que não havia muitos certos ou errados. acima de tudo foi uma óptima experiência.

fica (enquanto não existem os vídeos, ou o blog, ou algo mais real do que aconteceu) um vídeo que surgiu entretanto nos confins do meu inconsciente televisivo e vídeo musical.

**ver também post anterior

domingo, fevereiro 10, 2008

em laboratório

«(...)"Manual de Instruções" para sobreviver (...)», segundo Victor Hugo Pontes.



"eu sou outro, que escrever neste momento sem pensar que atira de cabeça para as palavras sem ter perfeita noção de como sequer as desenhar no papel, no computador. esta não é a versão original escrita hoje de tarde... é um outro processo. estamos sempre em processo. nós ou o outro. eu sou o outro que mergulho neste laboratório e procuro descobrir algo que ainda não sei muito como se pergunta ou sequer se se pergunta. talvez não seja sequer perguntável.
eu sou outro sei que sou eu e muitos outros que me habitam, que habitam os espaços, que habitam nest emomento a noite, tantos os outros dos outros que conheci hoje que habitam neles mesmos e nos seus próprios outros. há certos ou errados? há uma outra maneira? será que as limitações impõe o sentido que procuramos?! (...) eu sou o outro, será igual a eu não seu eu?!"

em forma de pensamento "anti-análise":

o momento da performance. o momento que existe e em que acontece verdadeiramente algo, a apatia descontrolada, a leitura de um sentimento que não existe mas está fielmente exponenciado no sentido da sua percepção (para o público). explorar o movimento, o gesto, o mais pequeno movimento como coreografia do próprio ser humano - andar -. momentos performáticos que advém da simplicidade do fazer, e consequentemente do deixar acontecer. registar. guardar. editar. - funcionamento do cérebro. registo vídeo.
em "manual de instruções" explora-se o momento de solidão, o momento do vazio. criando ou não situações, procurando ou não uma narrativa que ajude a passar a história para o exterior. isso não é o importante.
a história é lida, sempre. de qualquer maneira é lida. dentro ou fora do caos as leituras acontecem, os sentidos surgem (mais ou menos caóticos, com mais ou menos significado).
explora-se o momento íntimo, a música obviamente induz aos estados de auto-melancolia... ausência, e ao mesmo tempo tudo ali. [surge um momento interessante a explorar, os cruzamentos, o cruzar com alguém, o diálogo repartido em dois monólogos ou solos se assim lhe quisermos chamar, aqui não é esse o objectivo.]
procura-se um final e constrói-se uma partitura... um pequeno solo intercruzado desde já com
outros solos... um esquiço. um esquiço de muitos esquiços possíveis.
em tom de despedida do primeiro e penúltimo dia de laboratório, e porque faz parte... (e a escolha, por incrivel que pareça não foi minha):

links: NEC (Núcleo de Experimentação Coreográfica); Nan Goldin (crédito da foto)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

boneca

até dia 16 de Fevereiro no Teatro Helena Sá e Costa no Porto.




"Boneca" a partir da peça original "Casa de Bonecas" escrita por Henrik Ibsen, pretende (e eram esses os objectivos do autor) relatar de forma impiedosa o lado negro da sociedade, a mentira, o engano, a hipocrisia, um sem fim de adejectivos negros que tornam o ser humano um ser quase impossível de levar uma vida consigo próprio quanto mais com os que o rodeiam.
Nora, a personagem principal da peça é uma mulher que aprendeu ao longo da vida a aceitar tudo aquilo que lhe era imposto, era um perfeito modelo daquilo que se pode querer de um ser humano - um ser não pensante, tonto, capaz de aceitar sem levantar questões as regras que lhe são impostas.
Não pretendo fazer uma critica à peça encenada por Nuno Cardoso (que sem dúvida fez um excelente trabalho, juntamente com toda a equipa neste projecto), nem sequer tecer uma sinopse pessoal acerca do trabalho apresentado. Para isso faz falta que todos os que possam vão ver.
"Boneca" é um trabalho de adaptação fenomenal do original de H. Ibsen (que por diversos motivos foi modificado e alterado várias vezes, para assim se poder enquadrar e ser apresentado segundo os moldes da sociedade da altura), onde o público é confrontado com uma espécie de moldura de família perfeita, onde tudo está prestes a desabar... no limite. e é assim que Nora sobrevive, no silêncio, no limite de algo que sabe que nunca lhe vai ser perdoado, mas e daí talvez lhe pudesse ser perdoado já que os motivos foram nobres, românticos até.
Nora surge como a mulher submissa, sem opinião, mas acima de tudo surge como metáfora para muitos que podem encontrar nesta personagem aquilo que o ser humano precisa de fazer naturalmente crescer sozinhos, aprender a viver numa sociedade mas saber que podem dizer que não, que não acreditam ou acham as mesmas coisas que uma grande maioria (será?!) acha. É a personagem de Nora que leva a sua avante, que tem orgulho em si, e que tenta apesar de tudo agradar, ser simpática, aina que todos à sua volta a considerem infantil, irresponsável...
Do enredo continuo sem dizer nada, pode-se ler o texto, ir ver a peça, pesquisar... mas sem dúvida uma adaptação brilhante de um texto naturalista pontuado por momentos de insanidade humana perfeitamente enquadrada em qualquer época (e sociedade que nela viva), momentos que procuram o anti-naturalismo que existe em cada um de nós que usa máscaras e que se protege por detrás de armaduras perfeitas e milimétricamente construídas ao longo dos anos e que um momento para o outro se desmoronam.
Nora representa "a queda de toda as máscaras", a anti-heroína de uma drama familiar novelesco que se atreve a enfrentar o mundo ao contrário daqueles que aparentemente o fazem todos os dias, mas que o fazem subrepticiamente ao luar, em casa, no escuro antes de adormecer. Nora arrisca quando percebe que tudo á sua volta são enganos e mentiras, e...
Para quem conhece a obra já sabe o que acontece, para quem não sabe, fica a proposta.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

statement

Marina Abramovic «Art must be beautiful», 1975©

a performance: a exploração dos limites do próprio corpo. do exaustivo. virtuoso?

links: «Great Wall Alk»; http://en.wikipedia.org/wiki/Marina_Abramovic;

terça-feira, fevereiro 05, 2008

at last my arm is completed.



é quase impossível (para mim) conseguir avaliar um musical, muito menos um musical com uma tripla fantástica. Burton+Carter+Depp = uma fantástica adaptação do musical datado de finais dos anos 70 - Sweeney Todd - de Stephen Sondheim.
O próprio compositor aceitou o desafio de integrar a produção do seu próprio musical levado aos extremos pelo realizador e onde os actores Depp e Boham Carter apelam aos sentidos góticos de uma cidade que o é por natureza. Cantam como nunca ninguém (se calhar nem eles próprios imaginavam) e os cruzamentos de inspiração que utilizaram para alcançar aquilo que se vê na tela pouco interessa quando os personagens desde o temível barbeiro, até à louca da rua cantam em registos de musical macabro, onde nada existe sob o conceito de "happy ending" e nem isso seria ao estilo de Tim Burton, já com antecessores do conhecimento público que remetem para "um estranho mundo de jack" e "beetlejuice"... Desde os oitentas que esta adaptação esperava por alguém de calibre. E assim o é.

Sweeney Todd é sangrento, cantado, deliciosamente escuro, roçando os limites da animação e efeitos especiais, mas é sem dúvida um dos melhores dentro do estilo, e sem dúvida uma aliança perfeita entre actores e realizador.
The Demon Barber of Fleet Street, Londres é o cenário desta história onde o assassínio é uma prática diária enquanto a vingança aguarda pelo momento certo para se mostrar.


ver também aqui versão musical da brodway num medley para a cerimónia dos Tony awards.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

the running for the oscars...

Numa tentativa de conseguir estar preparado para conseguir avaliar a justiça (ou não) dos mais famosos prémios de cinema do mundo… os mais esperados, mas obviamente nem sempre os mais justos. Assim, “No Country for Old Men” vs. “Atonementequals 1=0.


A verdade é que em “Expiação” (título português dado ao filme onde Keira Knightley aparece com um vestido verde líndissimo...) há uma tentativa falhada de tranformar aquilo que podia realmente ser um bom filme se o realizador não tivesse tentado fazer manobras estranhas com o intuíto de lhe dar uma forma que o filme não pode na realidade ter. Há uma história que ultrapassa o enredo em si, e isso é tido sempre num segundo plano, sempre mencionado, mas sem dúvida num segundo plano. Na minha opinião haveria apenas um Óscar neste filme (mas não há sequer a nomeação) e seria para a personagem de Vanessa Redgrave no final.
“No Country for Old Men” ainda não estreou por território português, mas por “portas travessas” já tive a oportunidade de o ver, e é sem dúvida um óptimo comeback dos irmãos Coen que voltam a visitar o ambiente de “Blood Simple” nos confins de uma América esquecida, e apesar do registo surrealista ter desaparecido (pelo menos na imagem), existe a mesma estranheza nas personagens sobretudo na de Javier Bardem que está justamente nomeado pelo papel que interpreta de serial killer.
Sobre este último não me quero alongar mais até porque quero ir vê-lo ao cinema assim que estreie e poder levar o golpe que levei mas sentado na sala escura rodeado de pessoas e deixar que a tela me absorva para dentro daqueles desertos americanos que apelam à estranheza de um mundo que não existe, de um sitio no mundo onde o tempo parece não passar… a poeira… não a de “A bússola Dourada” mas a poeira real que cega os homens e os remete para a sua impotência.

carnaval

Este ano o Carnaval foi antecipado, foi na passada sexta-feira, na Faculdade de Belas Artes do Porto. Uma espécie de Andy Warhol look-a-like em que me transformei, já que fazia todo o sentido no local em que era.
Acabou por ser uma noite bastante divertida. Creio que foi só one night show, a não ser que surja alguma oportunidade de um outro carnaval inesperado.
Quem sabe se não será no final do FantasPorto’08 que acaba sempre com um excelente (perigoso) Baile dos Vampiros… does Andy Warhol fits there?


sexta-feira, fevereiro 01, 2008

fast post


o que acontece se ao "Lago dos cisnes" se lhe retirarmos o virtuosismo...
para ver na Culturgest dias 8 e 9 de Fevereiro. coreografia de Raimund Hoghe.
ver mais aqui

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