domingo, fevereiro 24, 2008

as intermitências da vida

á procura de algo, de beleza, de um momento de sonho, de momentos que sejam dignos de nos surpreender pela emoção encontrei este pedaço da obra "Pedro e Inês" de Olga Roriz que vem de acordo à apatia pré-domingo em que mergulhei hoje. há dias que no silêncio da noite ouço repetidamente um verso de uma música (que desconheço título e autor) - "'cause I still haven't found what I'm looking for..."- será nesta recorrência que vivemos a nossa vida em busca de coisas que não conseguimos nomear porque são criações fantasiosas dos nossos cérebros que vivem rodeados de informação que entram constantemente em overloading, ou será que procuramos initerruptamente por algo que desconhecemos. a verdade? deus? uma força da natureza superior a todos os seres terrestres?

Em dias em que a humanidade assiste a evoluções tão importantes como as de conseguir interromper o curso de um satélite que navega no espaço e que ameaça despenhar-se na Terra e causar estragos que consequentemente fomos nós que causamos essa possibilidade, em dias em que a humanidade enfrenta uma guerra como nenhum dos indíviduos das novas gerações pensou alguma vez assistir e que será matéria de estudo daqui a alguns anos nos manuais escolares, em dias em que a humanidade oculta problemáticas graves de acontecimentos passados como Chernobyl... neste dias a humanidade debate-se com uma questão primordial de tentar encontrar alguma coisa, não se sabe muito bem o quê, mas algo que, talvez, venha a responder a muitas perguntas (algumas já formuladas e outras ainda nem sequer pensadas). Procuramos todos pelo mesmo, de maneira mais ou menos cientifica a causa está latente e cada vez mais à flor da pele.

escrevo envolvido pelo silêncio e pelo escuro de uma madrugada que ainda acabou de começar , permaneço imóvel enquanto me atravessam pensamentos e os sentidos entram lentamente em estado de sonolência e apercebo-me do desfasamento daquilo que escrevo e daquilo que quero realmente dizer, se é que é necessário dizer alguma coisa... mas todos nós crêemos que temos algo para dizer, algo que ainda ninguém sabe ou se sabe, não sabe a nossa visão sobre o assunto, mas pergunto-me, o que é que será que queremos realmente dizer?

não quero dizer nada com isto, quero apenas entregar um pensamento, um ínfimo daquilo que me atravessa neste momento, ao "vento"; deixá-lo perdido nos olhos de quem o ler, ou no esquecimento, fora de mim.

2 comentários:

Dinos disse...

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Tiago Bôto disse...

lindo lindo lindo... é tão bom quando há momentos assim...

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