domingo, fevereiro 10, 2008

em laboratório

«(...)"Manual de Instruções" para sobreviver (...)», segundo Victor Hugo Pontes.



"eu sou outro, que escrever neste momento sem pensar que atira de cabeça para as palavras sem ter perfeita noção de como sequer as desenhar no papel, no computador. esta não é a versão original escrita hoje de tarde... é um outro processo. estamos sempre em processo. nós ou o outro. eu sou o outro que mergulho neste laboratório e procuro descobrir algo que ainda não sei muito como se pergunta ou sequer se se pergunta. talvez não seja sequer perguntável.
eu sou outro sei que sou eu e muitos outros que me habitam, que habitam os espaços, que habitam nest emomento a noite, tantos os outros dos outros que conheci hoje que habitam neles mesmos e nos seus próprios outros. há certos ou errados? há uma outra maneira? será que as limitações impõe o sentido que procuramos?! (...) eu sou o outro, será igual a eu não seu eu?!"

em forma de pensamento "anti-análise":

o momento da performance. o momento que existe e em que acontece verdadeiramente algo, a apatia descontrolada, a leitura de um sentimento que não existe mas está fielmente exponenciado no sentido da sua percepção (para o público). explorar o movimento, o gesto, o mais pequeno movimento como coreografia do próprio ser humano - andar -. momentos performáticos que advém da simplicidade do fazer, e consequentemente do deixar acontecer. registar. guardar. editar. - funcionamento do cérebro. registo vídeo.
em "manual de instruções" explora-se o momento de solidão, o momento do vazio. criando ou não situações, procurando ou não uma narrativa que ajude a passar a história para o exterior. isso não é o importante.
a história é lida, sempre. de qualquer maneira é lida. dentro ou fora do caos as leituras acontecem, os sentidos surgem (mais ou menos caóticos, com mais ou menos significado).
explora-se o momento íntimo, a música obviamente induz aos estados de auto-melancolia... ausência, e ao mesmo tempo tudo ali. [surge um momento interessante a explorar, os cruzamentos, o cruzar com alguém, o diálogo repartido em dois monólogos ou solos se assim lhe quisermos chamar, aqui não é esse o objectivo.]
procura-se um final e constrói-se uma partitura... um pequeno solo intercruzado desde já com
outros solos... um esquiço. um esquiço de muitos esquiços possíveis.
em tom de despedida do primeiro e penúltimo dia de laboratório, e porque faz parte... (e a escolha, por incrivel que pareça não foi minha):

links: NEC (Núcleo de Experimentação Coreográfica); Nan Goldin (crédito da foto)

Sem comentários:

Seguidores