domingo, fevereiro 17, 2008

um acordar cinzento e cheio de sono

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uma perfomance de Gilberto oliveira e Ana Lúcia Cruz

são reminiscências do passado, dois performers habitam as memórias de tempos antigos, de frases e “dizendos” de outras bocas que falavam em tempos antigos quando a memória deles ainda estava fresca e absorvia tudo com carícia e se reflecte agora com saudade e intriga.
“como será o meu rosto quando eu tiver noventa anos?”, são perguntas que se fazem a eles próprios e que levantam àqueles que habitam o mesmo espaço no momento em que tudo decorre.
são as imposições feitas ao próprio corpo que actuam nas transformações, nas alterações físicas que ocorrem no corpo dos dois habitantes do espaço, na Fábrica (Rua da Alegria). São as dificuldades impostas conscientemente que nos passam a imagem de velhice; dificuldades inerentes ao tempo que passa entre os aquecedores e os cadeirões e a pequena televisão que acompanham a solidão do estereotipo (muitas vezes real) que temos bem presente na memória.
“Um acordar cinzento e cheio de sono” apresenta-se ao público em geral no dia 7 de Março, no espaço da Fábrica onde habitam actualmente várias companhias de teatro independente do Porto, muitas delas com origem em vários alunos da ESMAE.
(Fábrica, Rua da Alegria, nº341, Porto).
uma co-produção com a GDA.

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