quinta-feira, julho 31, 2008

class of '82

imagem retirada d'aqui

journeys

charlotte gainsbourg, album: 5:55

terça-feira, julho 29, 2008

about sadness

Sadness makes sense, even when you don't know the meaning of it, even if you feel that it wasn't suposed to be like that, sometimes our body trembles at the slightest touch of thin air and the mind travels within thoughts that ought never to be thought and reach some that cannot be heard or said out loud just because they exist in a universe far beyond existense and understanding.
Humans should have the ability to understand sadness as well as hapiness for that made easir to find the way directly to those feelings whenever we needed them... Sadness makes sense as long you don't resist to it. Statements are false judgements of life at moments one shoul be asleep and forget about the world.
It is not about books or inteligence or knowledge it is something that belongs to the domains of the unexplainable.

sacred monsters

brevemente e novamente em Londres, não o 'Sacred Monsters' mas sim "In 1" desta vez com Juliette Binoche no papel de bailarina... Juliette dança e os Homens no mundo continuam à procura de algo mais que fazer do que apenas sobreviver...

mais aqui e aqui

aquecimentos

As crianças são serem terríveis, seres perfeitamente egocêntricos que conseguem manipular as nossas vontades a fim de conseguir que as delas sejam cumpridas... Ao longo da vida vamos aprendendo a fazer isso de maneira mais subtil e sem causar tantas dores de cabeça, pelo menos aos outros.

Silêncio... e faltam apenas mais 4 dias para terminar o workshop de teatro na Biblioteca de S.Mamede (Porto).

sempalco

quinta-feira, julho 24, 2008

illusions

...Não sabe o que é sentir que estamos a desempenhar terrivelmente o nosso papel.

Nina, em "A Gaivota" de Tchekhcov

terça-feira, julho 22, 2008

moments

'outros perigos' julho 2008© joaquim madaíl e josé oliveira

old days, to remember

Quem é que não se lembra dos ABBA? Quem é que nunca imaginou Meryl Streep a cantar músicas da banda sueca que fez sucesso nos anos 70?


o musical, o filme
em Portugal em Setembro!!!!!

friendships and love last forever

"They say friendships don't last forever..." diz a Carrie no inicio daquele que é um dos maiores episódios de sempre da série que elevou Manhattan a um centro de sofisticação mundial, por apresentar as quatro mulheres que se afirmaram como as solteiras do Mundo e que como todos nós acabam em labirintos humanos à procura do amor, um tema sempre universal, sempre actual e que nunca deixa de ser pertinente.

Um dos maiores blockbusters de 2008 é uma história de amor internacionalmente conhecida, rodeada por histórias de amor satélite que acompanham o enredo principal e que servem para sublinhar a mensagem principal do filme. "Love is all you need..." - Poderia ser, e é juntamente com um conjunto de mensagens subliminares e resoluções de erros do passado, que existem sob uma pincelada de glamour e alta-costura que não corresponde fielmente à realidade da maior parte dos comuns mortais, a não ser o sonho e isso sim todos nós conhecemos.

Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte são estereótipos e são, já, elas mesmas. Uma prova de que os filmes "corny" podem bem ajudar a passar um bom bocado dentro da sala de cinema.

segunda-feira, julho 21, 2008

dias quentes



domingo, julho 20, 2008

lá fora e eu aqui.


(...) It all adds up to an unforgettable experience, 30 spellbinding minutes that seem to transport you to a timeless dimension. But whether it is Beckett’s words, Ms. Wilton’s insidious voice or Mr. Neeson’s agonized image that will haunt me most profoundly I cannot predict.


Eh Joe
By
Samuel Beckett; directed by Atom Egoyan; designed by Eileen Diss; lighting by James McConnell. Presented by Dublin’s Gate Theater, Michael Colgan, artistic director; as part of the Lincoln Center Festival 08, Nigel Redden, director. At the Gerald W. Lynch Theater at John Jay College, 899 10th Avenue, at 58th Street, Clinton; (212) 721-6500. Through July 26. Running time: 30 minutes.
WITH:
Liam Neeson (Joe) and Penelope Wilton (Woman’s Voice).

Batman returns

O novo vilão do cinema... Heath Ledger. Prémios póstumos logo veremos na devida altura...

tchecov e acrobacias?

"Three Sisters" by Anton Tchecov

Shaubüehne (companhia de teatro) direcção de: Falk Richter

A herança de Lynch

'Surveillance' é o novo filme de Jennifer Chamber Lynch, a filha de David Lynch - o produtor deste filme.
Julia Ormond e o actor principal de "Lost Highway" Bill Pullman protagonizam o filme como agentes do FBI no trilho de um serial killer...

O filme estreou em Cannes e é o segundo filme de Jennifer Lynch, o primeiro "Boxing Helena" foi uma catástrofe no que diz respeito aos "Boxing"Office...


1semana depois

demoram tempo as recuperações. Instalou-se no meu coração sentido poético da monotonia durante esta semana que passou. O deserto foi de acções demasiado elaboradas ou pensamentos demasiado profundos que pudessem confundir o estado natural das coisas, e alterassem as decisões previamente tomadas de fazer apenas o essencial.
O calor continua e eu destilo durante todas as horas...

domingo, julho 13, 2008

post-teaser

video

o vídeo que não podia ser visto antes do espectáculo para não desvendar um dos momentos mais surpreendentes.

um litro e meio por dia, é essencial! - "Outros Perigos!"

à procura de novos moradores

para habitar o "Manual de Instruções" de Victor Hugo Pontes.
mais informação aqui

feeding nostalgia

Dinah Shore

all the way...


moment biográfico

No escuro do seu quarto, teclava incessantemente palavras que desejava serem aquelas, exactamente aquelas, que pudessem exprimir tudo aquilo que sentia, todos os pensamentos, e angústias e frustrações e medos, rapidamente dactilografados no seu computador. Na madrugada silenciosa os seus pensamentos tornavam-se audivéis e com se não pudesse aguentar com a explosão que acontecia dentro do seu inconsciente, uma torrente de palavras visitava-lhe as extemidades dos dedos que rapidamente se deslocavam sobre o teclado, com uma urgência que parecia que o computador iria, dentro em breve, ficar sem bateria e tudo aquilo que não fosse escrito entraria no esquecimento por se perder rapidamente à semelhança da água que se vapora quando se liberta a tampa de uma panela com água em ebulição.
Desejava avidamente que todo o seu ser pudesse ser escrito e despejar todos os sentimentos que surtiam uma espécie de efeito tampão, anulando qualquer tipo de reacção e sentimento que pudesse ser simplesmente expresso com a cara, ou um suspirar sonoro.
Se pudesse teria saído a correr de casa e, caso conduzisse, entraria no seu carro e guiaria para o sítio mais longínquo e inóspito possível (ou até onde aguentasse o depósito da gasolina do seu suposto carro) e depois abriria a porta do carro e aí mesmo nesse lugar despiria todas as roupas que trazia vestidas para se lançar sobre o chão gelado,debaixo do olhar atento da lua e espernearia e gritaria até o seu corpo encontrar o real ponto de exaustão máximo - aquele ponto de exaustão que o ser humano apenas encontra em situações limite e que normalmente se estende muito para além do que aquilo que cada ser humano tem como consciência pessoal do seu próprio ponto de exaustão - até a voz soar estranha por estarem as cordas vocais gastas de tanta energia e ar as ter atravessado, e ali ficaria até todo ele se recompor, e provavelmente adormeceria numa sonolência incontrolável devido ao desgaste imediatamente anterior, acordando apenas quando despontasse o sol e pudesse finalmente perceber que afinal não tinha ido assim até tão longe... que as horas haviam passado, na mesma, demasiado rápido e que provavelmente seria algo que teria que fazer recorrentemente sempre que tal tipo de condição psicológica invadisse novamente o seu interior.
Enquanto pensava em tudo isto os seus dedos continuavam a escrever palavras que poderiam resumir o estado em que ele se encontrava, palavras essas que eram de um redundância extrema e se repetiam em séries de ciclos idênticos, alterando por vezes a ordem, a pontuação, e noutra simplesmente anulando uma ou outra palavra (talvez por falta de rapidez dos seus próprios dedos). Em tudo isto ele não chegou a encontrar nenhuma resposta, ou calma, ou paz... nem sequer uma condição que lhe permitisse adormecer de forma tranquila, escreveu apenas linhas despidas de sentido, de sentimento, de qualquer outro tipo de emoção que se possa designar por peculiar.

na linha de viragem

progressão, avanços e recuos
movimentos sincronizados
numa discronia agitada
de braços e pernas que gritam
bocas mudas que abrem
silêncios surdos, grávidos de conteúdo
"mas", apenas os "mas" os todos "mas"
que decidem o mundo. perdão...Mundo.
são apenas mas são também algo mais
profundo e socialmente incorrecto
numa linha de pensamento
europeu, anti, anti-europeu
globalizante, sem perigos
demasiado arriscados nas palavras
ou acções revolucionárias
para um futuro incerto, inóspito
de repente um mundo existe,
seguinte, outro espaço
vazio de significado
abandonado ao eco das vozes
dos passos que se aproximam de entrar
de sair para a claridade na hora
em que nos visita a noite
a embalar o cansaço.

sem fôlego

quando o corpo e a mente se encontram num nível de exaustão máximo os pensamentos tornam-se praticamente nulos e a capacidade de acção é inexistente perante os eventos diários que deviam alterar siginificativamente o nosso estado de espiríto.
a apatia impede qualquer tipo de emoção, e a comoção existe com lágrimas secas que não escorrem pela face, a angústia é levemente pesada comparativamente com outras anteriores, e não se encontra calma no tumulto de inacção em que se entra.
sem fôlego e com a necessidade de abrir uma janela para o mundo e respirar um novo ar, uma nova vida, um novo mundo onde a consciência exista de maneira diferente e as castrações sejam novas e todo o julgamento seja de mim para mim nos momentos cruciais de decisão e não a cada passo.
sinto-me grávido de um vazio acerca de um futuro que já começou.

sexta-feira, julho 11, 2008

contusão

Contusion

Colour floods to the spot, dull purple,
The rest of the body is all washed out,
The colour of pearl.

In a pit of rock
The sea sucks obsessively,
One hollow the whole sea's pivot.

The size of a fly,
The doom mark
Crawls down the wall.

The heart shuts,
The sea slides back,
The mirror are sheeted.

Sylvia Plath

Mr. Polaroid



Edwin H. Land foi o responsável por ter inventado a POLAROID e revolucionado o mundo da fotografia oferecendo um meio de massificação de um meio de expressão artística pela captação instantânea de momentos que ficam memoráveis pelo seu caractér aleatório e completamente desapercebido.


quarta-feira, julho 09, 2008

team : tema

do outro lado do espelho, os espectros brancos circulam em trajectórias indefinidas e os olhares ligeiramente inclinados para a cortina de sol que rasga o chão de xisto procuram reconhecer os rostos do outro lado, a concentração constrói-se lentamente, a cada passo lento, a cada momento que passa e a cortina de sol se move milimétricamente até no final se saber que não existirá mais.
a europa sintetizada numa tautologia de movimentos e palavras que se servem de subtis disfarces para, como uma simples e inofensiva folha de papel, gravar os aparentemente inócuos (e fisicamente, realmente insuportáveis) rasgões de um vermelho vivo, no inconsciente do ser humano que absorve avidamente os sinais, alterando para sempre a sua percepção do presente.

segunda-feira, julho 07, 2008

estreias


estreia
projecto final de licenciatura dos alunos do Curso de Teatro da E.S.M.A.E

outrosperigos.blogspot.com

domingo, julho 06, 2008

os espectadores mudam

Funny Games de Michael Haneke, feito em 1997 e que exponenciou o nome do realizador, é agora refeito numa transposição fiel do original pelo próprio Haneke.
A prática do sadismo presente nas duas personagens que lideram a acção, junto a uma família indefesa e simbólica das famílias middle class, continua presente desta vez numa linguagem acessível e bastante comum, com caras bem conhecidas do cinema actual. Naomi Watts, Michael Pitt, Tim Roth, nomes bastante sonantes para tornar a personificar este Funny Games US.


versão 1997



versão 2008

quinta-feira, julho 03, 2008

reviver o passado

ontem quando cheguei a casa, depois de uma viagem a ser embalado pelo constante movimento do metro, estava a dar na televisão o filme "Cidade dos Anjos". e há uns dias descobri que estreia brevemente o episódio 2 do filme dos Ficheiros Secretos...


ver também aqui

The X-Files2 - I want to Believe

idiossincrasia


fotografia de Samuel Guimarães para "Outros Perigos!"
a negação dos impulsos é algo que se torna habitual.

edição de 2de Julho

vinha anúnciado na 1ª página do jornal Público que a nova intervenção na Tate Britain seria feita por Martin Creed. Inspirado em momentos memoráveis dos filmes de Godard (Band à Part) e o remake da cena em "Os Sonhadores" de Bertolucci, o artista afirma que adora ver pessoas correr, e que por isso (e todas as outras questões conceptuais pré-estabelecidadas e previamente indagadas pelo próprio e por muitos outros) durante os próximos quatro meses vários corredores irão correr o mais rápido possível pela galeria, em intervalos de 30 em 30 minutos...
Já anunciado como a expressão mais pura de vitalidade humana, a verdade é o próprio acto em si torna-se impactante por respirar vida dentro de um espaço museológico.
a fotografia publicitária que vinha no jornal o Público na edição de 2de Julho'08 era linda... não fui a tempo de ter o jornal, ou sequer de encontrá-la na internet... pode ser que entretanto consiga alguma directamente de Londres!

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