quarta-feira, dezembro 31, 2008

closed


RE - OPENS IN 2009

domingo, dezembro 28, 2008

Vinton's Mr Lonely

by Juhani Markola

impersonating



Mister Loney, já referido aqui no blog acerca do festival Indie Lisboa, é um filme sobre querer ser alguém que não se é, querer personificar alguém exterior a nós, por ser simplesmente mais fácil de lhe atribuir qualidades e habilidades que se fossemos apenas nós, o eu exclusivo de cada um, seria impossível.
É um filme sobre o ser humano que se procura a si próprio, sobre crescer a olhar para os outros e conseguir perceber que provavelmente somos diferentes e no entanto não temos valor humano enquanto pessoas, que o melhor será quando sairmos à rua com uma máscara posta; este filme e as personagens deste filme vestem-se essas máscaras no limite da fantasia quando se decide ser alguém que todo o mundo conhece, quando nos transformamos nos nossos ícones, quando somos capazes de nos alterar profundamente para sermos totalmente outro indíviduo.
Quando fé em algo é demasiado grande que nos leva a acreditar que tudo é possível a própria vida pode transformar-se naquele que será the greatest show on earth...
A vida é feita para alguns e não para todos. Aqueles que vivem na sombra da sua própria existência passam silenciosos e proseguem num caminho onde não são reconhecidos, o mundo todo procura as mesmas respostas, as pessoas vivem ansiosas por ouvir alguém a dizer que as ama e nesse preciso momento soltam-se metafóricamente as garras e os grilhões de ferro que nos tornam bestas prisioneiras do nosso interior.
Mister Loney... é um filme sobre aqueles que sofrem mas que tentam que a vida dos outros seja um pouco melhor, que a vida dos demais seja um pouco mais desfrutável...

sábado, dezembro 27, 2008

moments&memoires 2008

Janeiro - I was there
Fevereiro - vida intermitente
Março - domingos
Abril - manuais de sobrevivência
Maio - believing in something
Junho - declarações
Julho - perigos vários
Agosto - welcoming
Setembro - en españa
Outubro - new is something weird
Novembro - things that move

Dezembro...

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Eartha Kitt 1927 - 2008

quinta-feira, dezembro 25, 2008

capas de vidro

do silêncio crescem as labaredas,
em sinal de vitalidade e esse
fruto do ódio e do rancor guardado,
entre séculos, abre as portas à
irascividade inconsequente.
a culpa, sentimento inútil
isola os corações numa fina
capa de vidro, frágil às vibrações
sonoras das vociferantes palavras
insesantemente insistindo
na consequência natural de ruptura
das ligações moleculares mais
finas e delicadas responsáveis
por estruturar as esculturas
dos corpos que se aguentam em pé.
o jardim vazio de flores
escreve um diário de solidão
silenciosa onde cada alma
se abriga em pequenos esconderijos
e nem o sol ou a lua nas noites azuis
conseguem iluminar.
as campanadas soam
propagadas no eco das terras
sem ninguém, marcando
o tempo que avança
sobre o silêncio e a solidão
e as vontades de cada um.
as mesas enchem-se e esvaziam-se
de comida e afazeres
numa ânsia eterna pelo momento
de se recolherem, todos
nos casulos transmutáveis
que cada corpo e alma carregam consigo.

25th December


quarta-feira, dezembro 24, 2008

feliz navidad...

terça-feira, dezembro 23, 2008

last days

Shinichi Osawa

ausência

o sol banha as ruas movimentadas enquanto eu caminho calma e lentamente pelas ribeiras de um rio de multidão que avança em correntes descontroladas e outra parte da multidão decorre no meu curso. subo e desço a rua principal que já não conhecia os meus passos e os meus olhos reconheciam pouco a pouco as mudanças que são tão evidentes. a ausência é intemporal porque não é importante a contabilização do tempo que ela tarda em acabar, mas é importante como causa que conduz à consequência do não reconhecimento posterior das coisas. como uma amnésida, essa sim, temporal que se instala dentro do nosso pensamento e vamos efectuando um reconhecimento progressivo e um processo de anulação dessa ausência.
E no entanto ainda trago o cheiro comigo da ausência que provoco por não estar onde este cheiro pertence. Se na realidade provocar de facto alguma ausência.

xmas time is here...

o grande clássico de 1982... adorava que tornasse a fazer parte da programação para a noite de Natal... tudo remasterizado e tudo...

Quem não quis poder algum dia fazer parte deste momento mágico do cinema, poder conhecer um ser extra-terrestre tão doce e gentil como é o E.T. e poder voar, passar ao lado da lua... enfim, são estes momentos que tornam o Natal mais apetecível.

conselhos portugueses

Deparo-me com uma novidade portuguesa completamente desconhecida para mim...
ver aqui

viagens...

Para trás ficam as tradições espanholas, o ritmo de vida espanhol que em breve se retomará. Para já o Natal é português, de acordo ou em desacordo com muitos mas a verdade é que há um Natal muito típico que chama a atenção dos menos portugueses, e dos estrangeiros.


Mas natal é Natal em qualquer sítio do mundo... como se costuma dizer quando um homem quiser. as ruas sempre cheias de pessoas apressadas para as últimas prendas. e não interessa muito o objecto em si... o propósito é comprar todas!!!!! mas faz parte do natal... pelo menos as ruas da cidade enchem-se de música, e um frenesim que se mistura com o odor das castanhas assadas...

sexta-feira, dezembro 19, 2008

festival de cine inédito...

"Il Divo" di Paolo Sorrentino...



em exibição no Festival de Cine Inédito de Mérida... a não perder.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

le corps poétique

Tout Bouge.
Tout évolue, progresse.
Tout se ricochette et se réverbère.
D'un point à autre, pas de ligne droite.
D'un port à un port, un voyage.
Tout bouge, moi aussi!
Le bonheur et le malheur, mais le heurt aussi.
Un point inécis, flou, confus, se dessine,
Point de convergences.
Tentation d'un point fixe,
Dans un calme de toutes les passions.
Point d'appui et point d'arrivée,
Dans ce qui n'a ni commencement ni fin.
Le nommer,
Le rendre vivant,
Lui donner autorité
Pour mieux comprendre ce qui bouge,
Pour mieux comprendre le Mouvement.

Jacques Lecoq
Belle-Ile-en-Mer, août 1997

listening to: ryuichi sakamoto

terça-feira, dezembro 16, 2008

heavenly creatures

Um filme sobre uma amizade que ultrapassa os limites do conhecimento mútuo, de uma realidade inventada que se visita num mundo que não é o nosso. Uma amizade obsessiva
"Heavenly Creatures" de Peter Jackson...

baz luhrmann&nicole kidman



"Australia"


outro candidato ao oscar?... ya veremos...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

old days...


domingo, dezembro 14, 2008

estreno



http://www.sempalco.blogspot.com/
www.myspace.com/sempalco

en la CLACA, por las 21h. Sean BienVenidos a la "Portugal Party"...

sábado, dezembro 13, 2008

parabéns TUP

...O Teatro Universitário do Porto (TUP) comemora este sábado 60 anos. A festa, na reitoria da Universidade do Porto, a partir das 16h, contará com um ensaio da próxima produção do TUP e uma palestra. ... in JPN (aqui)

moments no blog

sexta-feira, dezembro 12, 2008

séries

Depois de muita curiosidade, de ter lido vários posts de outros blogs, do mistério que se criou em torno desta série, de tanto aguçar a curiosidade... Ontem, finalmente, vi o primeir episódio de "True Blood" a nova série da HBO do criador da série "Sete Palmos de Terra" onde se fala de vampiros que conseguem viver no mesmo plano do resto dos comuns mortais, desde garrafas de cerveja - digo, sangue - que se vendem em alguns sítios e o charme dos vampiros estão lado a lado com as vidas quotidianas de pessoas "normais"... O problema é que apesar dos vampiros terem "saído do caixão" a sua inserção na vida dos humanos mortais não é fácil, sofrem discriminação, abuso, são vítimas de traficantes de sangue de vampiro...
O primeiro episódio promete... Adorei o casting muito bem escolhido, e adorei rever a Anna Paquin, sempre com o seu ar de menina perdida...
Vou continuar a ver... e já agora obrigado [more all of me] que ajudaste a aguçar ainda mais a curiosidade!

as tartarugas "circulam"



amanhã no CACE Cultural (Porto)
[Circolando]


quinta-feira, dezembro 11, 2008

do sitio onde eu vivo

do outro lado das janelas de grades vivem as pessoas que não conheço. com cortinados que nõ me deixam entrar com o olhar para as suas casas, os seus momentos privados, os seus afazeres diários. pessoas sem nome, sem identidade que vivem do outro lado da rua e que são apenas instantes fugazes, pedaços de seres humanos, de vidas que surgem e desaparecem no mesmo momento.
pessoas que vivem do outro lado, como num espelho são diferentes de mim, distantes aparecem envolvidas de incógnitas e segredos.
do outro lado das janelas de grades do sitio onde eu vivo, há uma imagem simétrica da minha exitência, daquilo que eu represento para as pessoas que vivem atrás das cortinas, e estores queeu vejo todos os dias, como eles vêem os meus, como eles se questionam sobre quem é homem que dorme em pé, que entra vestido com a toalha enrolada na cintura e o corpo molhado que se veste displicentemente aos seus olhos...

quarta-feira, dezembro 10, 2008

habitación

terça-feira, dezembro 09, 2008



"Come and Go" by Samuel Beckett

Lorca nos anjos urbanos [Hoje e Amanhã]


"O Público"
9 e 10 de Dezembro'08 - ANJOS URBANOS (Porto)

direcção: Tó Maia [Teatro Aramá]

teatroarama@gmail.com

segunda-feira, dezembro 08, 2008

clásico de campanadas


se aproximan las doce... poco a poco llegaremos. antes la navidad...

domingo, dezembro 07, 2008

and precipitation


endless train

http://brazowsky.blogspot.com/2008/10/endless-train-to-santa-f.html

by Sérgio Brás d'Almeida.

washing sins away

las várias muertes

Uno se muere en muertes secretas todos los dias, en muertes que no se asemejan a una muerte real pero que tan solo pasa dentro de uno, en frente de los ojos ciegos de quien esta con nosotros a cada momento que pasa.
Muertes secretas las que uno n se olvida, las que uno sufre en el olvido de todos, las que se pasan mientras el silencio se apodera de nosotros y quedamos parados en el medio de la calle con el frio y la lluvia de invierno que interrumpe nuestra existencia.
Quizas la muerte de uno sea la suma de todas esas muertes secretas que pasan tan fugazmente que uno no encuentra tiempo de morirse verdaderamente...
en recuerdo de Antonio Machado (poeta extremeño)

Lizza's back



at Broadway

"...I would love to report that Ms. Minnelli’s voice and physical agility have been magically restored to their former glory, but those days seem to be gone. On Wednesday night her voice was in tatters, her diction unsteady. When she belted, her wide vibrato wobbled to the breaking point. Most of her s’s were slurred sh’s. Frequently short of breath, she swallowed phrases. Many of her highest notes were dry, piercing caws. ..." review by Steven Holden

isto e muito mais aqui

listening to: motoro faam


... and the Water Cycles.

and snowmelts; and surface run off; and precipitation; and condensation; and infiltrations; and evaporation; and subsurface flows

sexta-feira, dezembro 05, 2008

foi em Novembro

Gostava de ter estado lá para ver... Pode ser que haja uma próxima.




aqui em Manual de Intruções [blog]

O Manual de Instruções, a Televisão... as imagens desfocadas. O momento privado das pessoas que partilham uma habitação uma abordagem à dificuldade das relações, um foco sobre a solidão e não há muito que possa acrescentar a algo que decerto tem já um formato bastante diferente do que aconteceu durante o processo de criação. Ficam as memórias do trabalho, dos momentos que surgiram... aproveitados ou não, fizeram parte da sua construção...

each man kills the things he loves

"A soldier who had fallen on his face in the course of the battle asked his enemy as the man prepared to deal him the death blow, to wait until he turned over - for fear that his friend might find him with a wound on his back"
Plutarch: About Love



"Querelle" R. W. Fassbinder (1982)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

american graffiti ** must see

why to leave everything behind, to find new things that someday we'll have to leave those too?



dazzling and different, "American Graffiti" is about youth, taking riscs, taking a step forward to an unknown life that people call "adult"...
A bunch of "unknown actors" and an "unknown director" came together in 1973 to make this film...

en Mérida...


el sol ha dejado de aparecer... y la lluvia segue cayendo.

rainy days

terça-feira, dezembro 02, 2008

coreograph: fragile garden

black stage. emptiness fills the space. light comes from everywhere in different angles, shapes and directions. comes like if one opened a box full of mirrors and the sun is raising in the horizon. averything glows.
someone looking for something lost. he's lost. he stays. he falls. he falls. he raises up. he runs. he yells, he call's for someone. he smiles. he hides. he's enthusiastic about something. he fills a glass of water. he drops the water on himself. he smiles. he trembles. he kneels. he glows. he's tired. he's going to fall asleep. he hears something. he tries to reach for something he found. he stops. he looks up. he looks right. he looks left. he looks left. he looks left. he follows the sounds. he's frightened. he can barely walk. he runs. he hears is heart. he looks to the front. he hears someone calling for him. he wants to see who is it. he leaps. he twirls. he dances. he follows his body. he doesn't know why, but he knows that is what people call happiness. he's young again. he listens to the music. he knows the lyrics. he wants to be that boy he was someday. he runs freely. he has no destiny. he's lost, looking for the lost thing. he remembers why he's here. he falls. he raises up. he yells. he walks normaly. he walks likethe people walk on the cinema. he's inside a music box. he can flote. he doesn't know... [continues]

e.e. cummings

[somewhere i have never travelled]

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands.

Seguidores