quarta-feira, maio 06, 2009

Kenneth Anger



Lisboa e Porto unem-se sob o nome e o trabalho de Kenneth Anger. Em Serralves (Porto), na Galeria Zé dos Bois e na Cinemateca (Lisboa) presta-se homenagem ao realizador que ficou conhecido como o homem do underground. O que nos deu a conhecer outras realidades e outros pontos de vista, que mais tarde vieram a fazer parte de uma cultura pop bastante próxima das gerações do novo século.
Ícones como Marilyn Mason, Jimmy Page, Mick Jagger entre outros também conhecidos do grande ecrã como David Lynch, Scorcese, Gus Van Sant, fazem parte de um espólio de díscipulos deste realizador vanguardista cujas obras de arte reflectem um mundo muito próprio, uma maneira de olhar para os recantos escuros, de iluminar com a lente os becos sombrios da realidade, pintando na tela objectos estéticos que acabam por ser ensaios polvilhados de metáforas e iconografias específicas do próprio Anger.
Marco Pasi, o comentador presente hoje em Serralves, falou um pouco sobre o trabalho, sobre as origens, mas acima de tudo sobre aquilo que antecede Kenneth Anger e que se transcreve, ainda hoje, em muitos dos seus trabalhos.
Para K. Anger o seu trabalho nunca está comleto, e encontra-se sucessivamente em diferentes fases "do processo", conseguindo desta maneira várias versões do seu próprio trabalho.
Pasi cita o nome de Aleister Crowley como uma das principais influências no trabalho do realizador.
"Ich Will!" um dos seus trabalhos mais recentes (2008) foi o momento surpresa da noite...
Em Kenneth há magia, há ocultismo, há poesia, há momentos de fotografia estupenda e sem dúvida uma Scarlet Woman inesquecível interpretada por Cameron em "Inauguration of the Pleasure Dome".

links: IPSILON | NYTIMES

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